Parto normal não saiu como esperado e bebê de 5,8kg ficou apenas com cabeça para fora; médico disse que não sabia do peso do bebê
Médico falou de decisão/(Foto: Reprodução/Facebook)
Segundo o médico, ele não acompanhou a gravidez em
questão, era apenas o obstetra de sobreaviso do hospital. "Como é
rotineiro, tem um médico de plantão que interna a paciente e chama a
gente para fazer a avaliação. Ela não foi avaliada por um obstetra
durante os nove meses de gravidez. Chegou sem ultrassom, fizemos
depois", conta.
Rubem diz que
realizou todos os exames de rotina, como avaliação da placenta e posição
do bebê. "O parto começou, a mamãe começou a fazer força e apareceu a
cabeça (do bebê). É sabedoria popular: passou a cabeça, passa o resto.
Mas aí não passou. Tenho 40 anos fazendo parto, isso nunca me
aconteceu". De acordo com o médico, após aparecer a cabeça, é preciso
retirar a criança em até três minutos. "Os minutos passaram e não
consegui tirar; a criança perdeu a circulação. Chamei o anestesista que
fica de sobreaviso, ele veio imediatamente e aplicou uma anestesia
geral. Tinha ainda uma enfermeira e dois técnicos de enfermagem. Ninguém
conseguiu puxar a criança", conta.
Após
a morte do bebê e o fracasso em retirá-lo, o médico disse que o
procedimento de degola era o correto para salvar a vida da mãe. "Tinha
que ser feito exatamente o que eu fiz. Chamei o pai, expliquei a
situação e pedi autorização a ele. Era preciso tomar essa posição
radical para salvar a mãe", afirma, adicionando que o pai autorizou o
procedimento.
O
bebê tinha 5,8kg. Questionado se o parto normal seria o mais indicado, o
médico revelou: "eu não sabia (do peso). Ela não tinha acompanhamento
com ultrassom". Rubem diz que realizou todos os exames e que "(a mãe) já
tinha parido o primeiro filho em parto normal. Se o primeiro foi
normal, tudo indica que os próximos também serão", afirma.
O pai do bebê, o taxista Paulo César Moreira Silva, 46 anos, também denuncia que o médico estava em outros plantões no mesmo dia. "Nesse dia, ele estava dando plantão em três hospitais ao mesmo tempo: no Cristo,na UPA e no Samu”. Rubem afirma que não prestava plantão em mais de um local, e que estava apenas de sobreaviso no Hospital Cristo Redentor. A coordenação conjunta da UPA e do Samu de Itapetinga afirmou que só informa vínculos empregatícios através de ofício.
Investigação
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) vai investigar o caso. Segundo o órgão, sua seção regional de Itapetinga foi notificada na quinta-feira (24). Uma sindicância será aberta para apurar os fatos. Caso seja considerado culpado, as punições vão desde advertência até cassação do registro profissional.
A Polícia Civil também investiga o caso. Até o momento, apenas o pai prestou depoimento na delegacia de Itapetinga. A polícia ainda pretende ouvir o médico e a equipe, além da mãe do bebê. O pai chegou a interromper suas atividades para convocar outras pessoas possivelmente lesadas pelo médico a prestar queixa. Dois dias após o caso, outra mulher registrou uma ocorrência na delegacia contra Rubem Santos. A Polícia Civil confirmou a outra denúncia, mas não divulgou informações sobre o caso.
O pai do bebê, o taxista Paulo César Moreira Silva, 46 anos, também denuncia que o médico estava em outros plantões no mesmo dia. "Nesse dia, ele estava dando plantão em três hospitais ao mesmo tempo: no Cristo,na UPA e no Samu”. Rubem afirma que não prestava plantão em mais de um local, e que estava apenas de sobreaviso no Hospital Cristo Redentor. A coordenação conjunta da UPA e do Samu de Itapetinga afirmou que só informa vínculos empregatícios através de ofício.
Investigação
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) vai investigar o caso. Segundo o órgão, sua seção regional de Itapetinga foi notificada na quinta-feira (24). Uma sindicância será aberta para apurar os fatos. Caso seja considerado culpado, as punições vão desde advertência até cassação do registro profissional.
A Polícia Civil também investiga o caso. Até o momento, apenas o pai prestou depoimento na delegacia de Itapetinga. A polícia ainda pretende ouvir o médico e a equipe, além da mãe do bebê. O pai chegou a interromper suas atividades para convocar outras pessoas possivelmente lesadas pelo médico a prestar queixa. Dois dias após o caso, outra mulher registrou uma ocorrência na delegacia contra Rubem Santos. A Polícia Civil confirmou a outra denúncia, mas não divulgou informações sobre o caso.
A Fundação José Silveira (FJS), que administra o
Hospital Cristo Redentor, afastou o médico logo após o caso. Foi a FJS
que denunciou o caso ao Cremeb. Rubem afirma estar com a consciência
tranquila. "Ninguém me intimou, mas estou disposto a ser investigado
pela polícia. Estou disposto a ser investigado pelos médicos também,
pelo Conselho de Medicina".(CORREIO)
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