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13 de março de 2013


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Mais de 6 mil porcos mortos são retirados de rio que abastece Xangai

Apesar de não saber ao certo as causas do incidente, as autoridades locais negam epidemia suína

13.03.2013 | Atualizado em 13.03.2013 - 13:37
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Folhapress

As autoridades de Xangai já retiraram mais de 6 mil porcos mortos do rio Huangpu, uma das principais fontes de água da cidade chinesa que possui mais de 24 milhões de habitantes, informou nesta quarta-feira (13) a imprensa local.

O problema, que começou na última sexta-feira com a descoberta dos primeiros porcos mortos na aldeia de Maogang, no distrito de Songjiang, já se estendeu aos distritos de Fengxiang (também rural) e de Minhang (mais próximo ao centro urbano), ambos abastecidos pelas águas do Huangpu.


Trabalhadores recolhem porcos mortos do rio Huangpu (Foto: AFP/Peter Parks)

Em Songjiang, somente até a última terça-feira (12), 5.916 porcos mortos foram retirados do rio Huangpu, um número que deve continuar aumentando, informou hoje o jornal oficial “Shanghai Daily”. Isso porque, de acordo com a fonte, os distritos de Minhng e Fengxian ainda não foram averiguados.

Apesar de ainda não saber ao certo as causas por trás do incidente, as autoridades locais negam uma eventual epidemia suína. Na última segunda, no entanto, foi detectada a presença de um vírus suíno no rio, o qual é potencialmente letal para os animais, mas não aos humanos.

Em Xangai, as autoridades retiram mostras da água do rio Huangpu, no perímetro de Maogang, para verificar se a água que chega às torneiras da população ainda é potável. Os moradores e autoridades da província de Zhejiang, que faz fronteira com Xangai, asseguraram que a morte de porcos é algo normal no inverno, já que milhares de animais morrem por conta do frio. De acordo com as autoridades de Zhejiang, essa parece ser a origem de quase todos os animais mortos encontrados no rio Huangpu.


Problema começou na última sexta-feira com a descoberta dos primeiros porcos (Foto: AFP/Peter Parks)

Apesar de o frio justificar algumas mortes, alguns analistas acreditam que essa explicação é muito improvável e, por isso, desconfiam que essas informações estejam escondendo uma séria epidemia suína. Mesmo com todas as dúvidas por trás do caso, as autoridades de Zhejiang voltaram a afirmar que os criadores da região, sobretudo em torno da cidade de Jiaxing, a mais próxima a Xangai, têm “muitos porcos” que morrem a cada inverno.

Apesar de seus esforços para que os mesmos sejam enterrados ou incinerados, os camponeses frequentemente os jogam na água. Em Xangai, o secretário-geral da Comissão Municipal de Agricultura local, Shao Qiliang, cujo organismo detectou o vírus suíno, admitiu que “quase todos os anos porcos mortos são retirados do rio no distrito de Jiaxing, embora o número visto neste ano seja particularmente alto”. 

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"