Dívidas e garantias pessoais a empréstimos quase acabam com a fortuna que sobrou ao empresário
SÃO
PAULO - Eike Batista já não tem mais de US$ 1 bilhão em patrimônio
líquido, alertou a Bloomberg nesta quinta-feira (25) - estimando que a
fortuna do ex-megaempresário agora está em US$ 200 milhões. Dois anos
atrás o sétimo homem mais rico do mundo, Eike retorna agora para abaixo
do patamar em que estava antes de abrir o capital de suas empresas na
Bovespa: cerca de US$ 1 bilhão.
A Forbes já havia alertado que
Eike estaria prestes a perder o status de bilionário - e dizia que isso
mancharia sua reputação como empresário capaz de gerenciar empresas em
diversos setores, de petróleo, logística, construção naval até a gestão
de estádios de futebol e carreira de famosos jogadores. A diversificação
excessiva de seus negócios foi vista como algo negativo.
Eike
deve pessoalmente US$ 1,5 bilhão para o fundo Mubadala, de Abu Dhabi,
segundo apurou a Bloomberg. Antes disso, ele já tinha assumido
compromissos e dívidas pessoais de ao menos US$ 2 bilhões - sobrando
"apenas" US$ 200 milhões, caso elas sejam executadas. Ainda que seja um
bom dinheiro para qualquer pessoa, é muito pouco se comparado com os US$
34,5 bilhões de março de 2012, o auge de sua fortuna. As ações das
empresas de Eike Batista, que despencaram na bolsa, são tidas como as
principais garantias de suas dívidas.
Eike já admitiu problemas
durante a crise que afeta seu grupo, e diz estar trabalhando
incansavelmente para conseguir superá-la. Ele destacou também que se
arrependeu de levantar capital através de bolsa. O megaempresário teve
de começar a vender seus próprios ativos para conseguir pagar dívidas e
impedir que elas se elevassem.
O BTG Pactual, de André Esteves,
desde março procura uma solução para a crise do grupo. O que antes era
"facilmente equacionável", nas palavras do banqueiro, parece ser cada
vez mais uma missão impossível. A participação do empresário em suas
empresas deve recuar bastante, como já aconteceu na MPX Energia (MPXE3),
empresa em que ele já não mais faz parte do conselho de administração.
Fonte:http://dinheiro.br.msn.com/mercado/story.aspx?page=0&cp-documentid=259262507

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