O contrato do atacante Adriano Michael Jackson
com o Bahia termina no dia 31 de dezembro e tudo indica que o artilheiro
do time na Série B 2010 voltará a defender o Dalian Shide, da China.
Afastado do time tricolor após o Campeonato Baiano, em maio, e
emprestado ao Atlético-GO em agosto, durante o processo de intervenção
judicial, o jogador conversou com o iBahia Esportes, por telefone, e
desabafou. Adriano diz ter sido vítima de "trairagem" no Bahia.
"O
que aconteceu? Você sabe que quem é do bem nunca cai e quem é traíra é
sempre pisoteado. Quem fez trairagem e quis me tirar do clube hoje está
desempregado. Depois de tudo que eu fiz pelo clube, fazer o que fizeram
comigo? Pesou na cabeça deles. Um clube que tenho carinho, que eu gosto
pra c... A torcida do Bahia nunca me deixou de mão. Não sei o que fiz.
Acho que quiseram me tirar para trazer jogadores deles", afirmou o
jogador, fazendo referência ao ex-diretor de futebol Anderson Barros.
"Depois de tudo que eu fiz pelo clube, fazer o que fizeram comigo?", desabafou Adriano
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Segundo
Adriano, o ex-dirigente tricolor chegou a elogiá-lo na chegada ao
clube, mas depois mudou o discurso. Ele afirma que sequer teve chance de
falar com o técnico Cristóvão Borges. "Nem conheci ele. A diretoria
falava que eu não precisava conversar com o treinador. Um treinador
baiano que nem eu. Foi trairagem. Nem quiseram contato, só disseram que
foi decisão da comissão. Também não critiquei. Trouxeram os jogadores
que quiseram e deu no que deu", alfineta.
Seu
último clube, o Atlético-GO escapou do rebaixamento à Série C, mas
Adriano ainda lamenta o ocorrido no Bahia durante o primeiro semestre de
2013. "Com certeza foi o momento mais difícil da minha carreira. Depois
dessa saída eu fiquei chateado pelo fato de ter acontecido isso e pelo
clube. Muitos viram o que eu fiz no Bahia e nessa hora não apareceu
ninguém de lá para me dar uma força".
Volta para China
Michael
Jackson diz que o fato tirou a vontade dele continuar jogando no Brasil
em 2014. "Depois disso aí tenho vontade de voltar para a China. O único
clube que eu queria era o Bahia, mas aconteceu essa m... contra mim.
Saí como ídolo em 2010 e em 2013 saí como jogador que não presta. Faltou
reconhecimento".
O alento
do jogador está na torcida, que, segundo ele, segue apoiando. "Sempre
quando alguém me vê nas ruas, e também pelas redes sociais, me dá apoio,
fala que vou voltar um dia, essas coisas. Fico feliz em ouvir isso. Não
abaixei a cabeça. Ajudei muito o Bahia e o Bahia também me ajudou. Eles
(torcedores) têm carinho por mim", garante.
Fonte:iBahia
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