Um avião Cessna 172 caiu no Aeroporto
Petrônio Portella nesta segunda-feira, 16, causando quatro mortes.
Dentre os mortos, estão o instrutor de voo Rodrigo Viana Morais, de
Minas Gerais; e os piauienses Marcos Ronald Rodrigues de Sá Sousa,
Guilherme Rodrigues, 21 anos, e Marcus Escórcio, estudantes do curso de
aviação. O Cessna 172 era um monomotor do aeroclube do Ceará, que
servia para aulas de instrução de voo.
O coronel da Aeronáutica J. Roberto Mendes, perito
em acidentes aéreos, pericia os destroços e investiga as causas do
acidente. Nesta terça-feira, 17, os familiares velaram e enterraram os
mortos no acidente. Mendes chefia os peritos que a Aeronáutica enviou
para o Piauí para verificar as causas do acidente do avião. O
superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária
(Infraero), Wilson Estrela, confirmou a investigação feita pela equipe
da Aeronáutica.
“O perito da Aeronáutica é um profissional
experiente que vem de Recife (PE), especialista em acidentes aéreos.
Ele conhece a mecânica do avião, motor e célula. É uma investigação
preventiva para que não ocorra o mesmo acidente em outras aeronaves”,
explicou o superintendente. A Infraero isolou o local para preservá-lo.
Há uma viatura da Polícia Militar no aeroporto para evitar a
aproximação de curiosos. O Instituto Médico-Legal (IML) liberou os
laudos depois que as famílias reconheceram os corpos das vítimas, que
estavam carbonizados.
Algumas vítimas foram reconhecidas por impressões
digitais e pela arcada dentária. Mas todos foram identificados, segundo
o papiloscopista Francisco Pinheiro Martins. De acordo com Martins,
oito profissionais trabalharam na identificação. A mulher de Escórcio,
vítima de acidente, Dulce Escórcio, afirmou que as condições do avião,
utilizado na aula prática, causava desconfiança entre os alunos.
“O
avião apresentava problemas no aparelho de horizonte artificial
(instrumento utilizado para orientar o piloto em voos noturnos) e não
tinha bússola. Para realizar aquele voo eles tiveram que utilizar um
aparelho de GPS. Ele faria o último voo dele como aluno e poderia atuar
como piloto de aeronaves. Ele estava muito empolgado. Seria um voo
solo. Ele ia até fazer uma festa com familiares e amigos”, explicou a
viúva.
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