O Governo Federal divulgou nesta quinta-feira (19) uma lista que aponta os 100 trechos mais perigosos de rodovias federais,
que está disponível no site do Ministério da Justiça. Entre os trechos,
três estão situados na Bahia, na BR-324: o mais perigoso no Estado fica
entre os quilômetros 610 e 620 da rodovia, na 56ª posição da lista.
Administrado pela concessionária Via Bahia, ele registrou 345 acidentes
com 94 pessoas feridas e nove vítimas fatais durante o período de
avaliação.
O segundo trecho mais perigoso nas rodovias federais
baianas é o que fica entre os quilômetros 510 e 520 da BR-324, nas
imediações dos municípios de Feira de Santana e Humildes. Na 73ª posição
do ranking, o trecho registrou 239 acidentes com 97 feridos e seis
mortos.
O terceiro trecho que mais vitima motoristas na
Bahia fica entre os quilômetros 620 e 630 da rodovia. Em 76ª lugar no
ranking dos 100 trechos mais perigosos das rodovias federais, esta
região registrou 160 acidentes com 98 feridos e oito mortos.
Nesta quinta-feira, o Governo Federal inicia a
terceira edição de uma ação integrada com estados e municípios para
intensificar a fiscalização e reduzir os acidentes de trânsito no Brasil
no período de festas de fim de ano e férias: de 19 de dezembro a 31 de
janeiro de 2014, assim como o Carnaval 2014, de 21 de fevereiro a 9 de
março de 2014.
A Operação Rodovida se baseia no diagnóstico
realizado pela Polícia Rodoviária Federal, a qual detectou os 100
trechos mais perigosos das rodovias federais. Estes trechos foram
definidos tendo como base o índice de gravidade de todas as ocorrências
que aconteceram nas rodovias federais neste ano.
Baseado em estudos do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) e da PRF, o índice de gravidade define o custo
social das ocorrências no trânsito e possui três modalidades que
avaliam a gravidade dos acidentes, atribuindo uma pontuação.
A ocorrência sem vítima recebe um ponto, a com
feridos contabiliza cinco e a com vítima fatal chega a 25. A pontuação
ajuda a PRF a definir os trechos mais problemáticos e concentrar as
ações de fiscalização e não depende da quantidade de pessoas envolvidas
no acidente.
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