A Telexfree, suspeita de ser uma pirâmide financeira, pedirá à
Justiça que uma outra empresa possa assumir as dívidas com os
divulgadores – como são chamadas as pessoas que investiram no negócio. A
proposta, conhecida como sub-rogação, foi apresentada em um vídeo no
qual o diretor da investigada, Carlos Costa, admite a possibilidade de
derrota na Justiça.
As atividades da Telexfree, que alega vender pacotes
de telefonia VoIP por meio de marketing multinível, estão bloqueadas há
174 dias. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Acre (MP-AC),
que pede a extinção da empresa e a devolução do dinheiro aos
divulgadores. A medida causou uma enxurrada de ações contra a Telexfree,
pois os investimentos desses divulgadores – cerca de 1 milhão no Brasil
– também estão congelados. Mesmo quem ganha processos – como um
ex-conselheiro do Procon de Mato Grosso – não conseguem obter os
recursos determinados pela Justiça.
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