Menino foi escondido em sofá
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A mãe que confessou ter matado o filho de 2 anos
depois de se irritar ao ver o menino mexendo no celular foi
classificada como fria pelo delegado Davi Batista, responsável pela
investigação. O corpo do menino foi achado dentro de um sofá na casa da
família em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Marília
Cristiane Gomes, 19 anos, foi presa na segunda-feira (28), depois de
confessar o crime.
"No momento da oitiva e da inquirição pelos
policiais, ela se mostrava bastante fria e descreveu com detalhes toda a
ação, desde a agressão que ocasionou a morte da criança até a ocultação
do corpo", disse o delegado ao G1.
A jovem agia com calma e tranquilidade também quando
esteve no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo de Keven
Gomes Sobral.
O delegado diz que a agressão aconteceu na última
quinta, depois que a criança tentou brincar com o celular da mãe. "Ela
disse que a criança tentou pegar o celular dela. Quando ela foi pegar o
celular da mão da criança, a criança tentou revidar com um tapa no rosto
dela, ela segurou a criança pelos dois braços e jogou a criança contra a
cama. Neste ato, a criança veio a bater a cabeça na parede e ocasionou o
traumatismo craniano, que provavelmente levou à morte da criança",
relata.
A necropsia irá determinar se a criança estava realmente morta quando foi colocada dentro do sofá.
Apresentada à imprensa nesta terça, Marília disse
que não teve intenção de matar o filho. "Foi um acidente, sim. Eu não
tive intenção alguma de tirar a vida dele. Ele era tudo que eu tinha",
disse. A jovem ainda afirmou que não chamou socorro para o filho por
"medo de alguém fazer alguma coisa" com ela.
No dia do crime, Marília procurou a delegacia para
registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento. Os bombeiros
chegaram a fazer buscas pela criança. O corpo foi encontrado no domingo
depois que os tios do garoto, que estavam viajando, voltaram para casa e
sentiram o forte odor - a casa fica no mesmo imóvel em que Keven morava
com os pais.
Antes de confessar o crime, Marília tentou ainda
colocar a culpa no marido e nos cunhados. Mas a polícia descarta o
envolvimento de outras pessoas. Cláudio Ribeiro Sobral, 31 anos, pai do
menino, chorou muito ao saber que Marília confessou ter matado o menino,
precisando ser segurado por policiais.
O corpo de Keven foi enterrado no Cemitério Municipal de Ibirité nesta terça.
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