O perfil no Facebook do primeiro suspeito de
ter ebola no Brasil oriundo da Guiné foi alvo da ira de parte dos
brasileiros nesta sexta-feira (10). Souleymane Bah, de 47 anos, foi
internado com febre em Cascavel (PR), de onde seguiu para o Rio para
receber tratamento especializado.
No entanto, ainda na madrugada desta sexta-feira, quando estava internado em uma UPA na cidade paranaense, Bah postou na rede social uma matéria do Huffington Post sobre violência doméstica nos Estados Unidos contra a mulher. Ainda que o assunto fosse alheio aos temores de ebola, Bah recebeu comentários de brasileiros que o culparam por supostamente ter trazido o vírus para o Brasil.
No entanto, ainda na madrugada desta sexta-feira, quando estava internado em uma UPA na cidade paranaense, Bah postou na rede social uma matéria do Huffington Post sobre violência doméstica nos Estados Unidos contra a mulher. Ainda que o assunto fosse alheio aos temores de ebola, Bah recebeu comentários de brasileiros que o culparam por supostamente ter trazido o vírus para o Brasil.
(Foto: Reprodução/Facebook)
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“Cara, tu trouxe a porra do Ebola para o Brasil”, comentou um dos internautas no post de Bah.
Logo abaixo veio outro comentário, mas dessa vez criticando o compatriota brasileiro e apoiando o africano.
“João,
tua mãe não te ensinou a respeitar as pessoas não? Primeiramente, é uma
suspeita. Se até os Estados Unidos conseguiu (sic) ser 'infectado',
nenhum outro lugar está imune, se é que você me entende”, disse o
usuário.
Apesar da repreensão, outros brasileiros destilaram ira no perfil de Bah, alguns até com comentários em inglês:
“Come back your country (sic)”, disse outra internauta, como se ordenasse que o africano voltasse para a Guiné, respondendo ainda a outros usuários que manifestaram apoio ao africano: “Leve ele para sua casa então”.
O africano, de 47 anos, chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, segundo o Ministério da Saúde, tendo feito antes escala em Marrocos. Ainda de acordo com a pasta, o homem foi mantido em isolamento total até esta quinta-feira. Ele é um refugiado político do Movimento Patriótico da Guiné (Mopag, na sigla em francês) e teria demonstrado, através de rede social, estar acompanhando as notícias da epidemia ao redor do mundo.
Ainda em sua página no Facebook, Bah compartilhou no dia 8 deste mês uma matéria do “Yahoo News” que informava a morte do liberiano Thomas Duncan, primeiro diagnosticado com o ebola em solo americano. Um dia antes, Bah também colocou na rede social outra matéria do mesmo site sobre a controvérsia do primeiro caso de contaminação fora da àfrica, na Espanha, da enfermeira Teresa Romero.
Apesar da repreensão, outros brasileiros destilaram ira no perfil de Bah, alguns até com comentários em inglês:
“Come back your country (sic)”, disse outra internauta, como se ordenasse que o africano voltasse para a Guiné, respondendo ainda a outros usuários que manifestaram apoio ao africano: “Leve ele para sua casa então”.
O africano, de 47 anos, chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, segundo o Ministério da Saúde, tendo feito antes escala em Marrocos. Ainda de acordo com a pasta, o homem foi mantido em isolamento total até esta quinta-feira. Ele é um refugiado político do Movimento Patriótico da Guiné (Mopag, na sigla em francês) e teria demonstrado, através de rede social, estar acompanhando as notícias da epidemia ao redor do mundo.
Ainda em sua página no Facebook, Bah compartilhou no dia 8 deste mês uma matéria do “Yahoo News” que informava a morte do liberiano Thomas Duncan, primeiro diagnosticado com o ebola em solo americano. Um dia antes, Bah também colocou na rede social outra matéria do mesmo site sobre a controvérsia do primeiro caso de contaminação fora da àfrica, na Espanha, da enfermeira Teresa Romero.
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