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O corpo do padre que estava desaparecido
foi encontrado no próprio domingo e reconhecido nesta segunda-feira
(6), segundo informações da Polícia Civil. Francisco Carlos de Souza,
45 anos, estava com marcas pelo corpo feitas com objetos cortantes. O
carro do padre, um Fox OUJ-5586, não foi localizado, o que levanta
suspeita de latrocínio.
O corpo do padre estava em um matagal perto do
Centro de Formação de Líderes, entre Itapuã e Stella Maris. Segundo a
Polícia Civil, o corpo foi localizado à tarde a estimativa é de que o
crime tenha acontecido por volta das 13h de ontem - a 15ª Companhia
Independente de Polícia Militar (Itapuã) encontrou o corpo por volta das
13h30.
Testemunhas
teriam visto o padre discutir com dois homens que ainda não foram
identificados. Já a Arquidiocese de Salvador, diz que o padre saiu de
casa por volta das 15h30 do domingo para ir celebrar uma missa às 16h no
Santuário de Mãe Rainha, paróquia Nossa Senhora da Esperança - o
horário apresenta divergência com o divulgado pela polícia.
O padre vivia sozinho em um condomínio no Costa
Azul. Segundo informações da paróquia ao registrar o caso, depois que o
padre não apareceu, tentaram entrar em contato com ele, sem sucesso. O
corpo foi reconhecido por padres da paróquia nesta noite.
Familiares do padre, que são de Minas Gerais, foram
avisados. Pelas redes sociais, uma parente da padre se indignou com o
crime. "Meu tio que estava desaparecido foi assassinado covardemente na
praia de Itapuã em Salvador. Ele reagiu a um assalto, foi assassinado de
uma maneira cruel. Só espero que o monstro que fez isso pague por tudo
que fez", escreveu Flávia, sobrinha do religioso.
Os paroquianos lamentaram a perda. "Ele era uma
pessoa muito especial mesmo. Quando acontecia algum problema de casal
ele estava sempre próximo para ajudar. Quando minha filho teve um
acidente, ficou ao meu lado o tempo todo. Uma pessoa muito bacana, estou
muito sentida. Fiquei arrasada, ainda estava na esperança de
encontrarem ele vivo.
Frequento a paróquia há muito tempo, há muitos
anos. Eu sempre ia encontrar com ele, conversar", diz Vanilda Freire,
que ressalta que o padre era aberto à comunidade. Ele fazia projetos
sociais inclusive com jovens estrangeiros, que vinham a Salvador ajudar
comunidades. "Ele trouxe uns franceses que dei abrigo na minha casa,
porque eram amigos dele", conta. "O povo da Mãe Rainha juntou toda essa
tarde".
Desaparecimento e investigaçãoPelas
redes sociais, outras paróquias, como a Nossa Senhora da Luz, na
Pituba, pediram orações pelo padre. "Amigos, o Santuário de Mãe Rainha
pede orações por Pe Francisco, seu capelão. Ele esta desaparecido desde
ontem à tarde. Teria que celebrar a missa ontem e não apareceu, não deu
notícias. Hoje pela manhã também celebraria, mas ninguém consegue falar
com ele. Mora sozinho e o carro não está na casa", dizia o texto.
O desaparecimento foi registrado na Delegacia de Proteção à Pessoa, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).(CORREIO)
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