19 de janeiro de 2015
Filme sobre brasileiro executado na Indonésia será repensado; cineasta não acredita em morte
O
filme que estava sendo produzido sobre o brasileiro Marco Archer
Cardoso Moreira, executado neste sábado (17) pelo governo da Indonésia,
terá que ser repensado. Isso porque o cineasta Marcos Prado não
acreditava que ele seria morto e sim, liberado. "Um 'filme de
personagem' com um final trágico como esse não vai funcionar. Talvez
tenhamos que mudar um pouco o foco, para, quem sabe, um filme sobre pena
de morte, diferenças culturais e legais entre os países, diplomacia,
corrupção, enfim, algo mais abrangente do que simplesmente a vida do
Curumim", disse o cineasta à Folha de S. Paulo, se referindo a Archer
pelo seu apelido no Rio de Janeiro. O projeto do documentário, explicou
Prado, surgiu em 2012 por vontade do próprio Archer, que fez contato por
meio de seu advogado. O cineasta chegou a visitar o brasileiro na
prisão em julho de 2013 para conversar sobre o filme. Depois de ter sua
execução adiada uma vez, o brasileiro acreditava que poderia ser solto
alguns anos mais tarde.
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REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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