O governador Rui Costa definiu, ontem, a comissão
que vai analisar a situação econômico-financeira da Empresa Baiana de
Alimentos (Ebal), proprietária da rede de lojas da Cesta do Povo. A
comissão também vai indicar o futuro da rede, que, deficitária, deve
ser privatizada.
Foto: Arquivo CORREIO
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No
decreto, Costa fala em estudos de operações societárias, “como cisão,
incorporação, fusão, transformação, criação de subsidiárias, desativação
parcial de seus empreendimentos, redução ou ampliação de capital
social, alienação onerosa, integral ou parcial, da participação do
Estado da Bahia no capital societário”.
Mas o secretário de Desenvolvimento Econômico, James
Correia, é mais explícito sobre o destino mais provável da rede de
supermercados estatal. “Em 180 dias, nós estaremos com a avaliação da
empresa pronta e a partir daí vamos discutir a venda”, falou em
entrevista ao CORREIO. Segundo ele, o principal pedido do governador
para a comissão foi o de buscar uma operação que preserve o máximo de
empregos possível.
Correia disse ainda que o grande desafio para a
operação está no cenário econômico conturbado, mas que pode melhorar em
alguns meses. Com base em um estudo encomendado à PriceWaterhouse
Coopers (PWC), o secretário diz que a expectativa do governo com uma
nova modelagem de negócios é a de até triplicar o faturamento da rede de
lojas. “O que a Cesta do Povo fatura hoje é apenas com a venda de
comida. Hoje os supermercados não se sustentam apenas com comida, vendem
eletrodomésticos e móveis também”, argumentou.
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