MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: Casa da Moeda rebate governo e mostra 'superávits' sucessivos

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26 de agosto de 2017

Casa da Moeda rebate governo e mostra 'superávits' sucessivos

Governo anunciou privatização da Casa da Moeda alegando prejuízos recorrentes na estatal

Após o governo anunciar a privatização da Casa da Moeda do Brasil (CMB) alegando prejuízos recorrentes na estatal, números da empresa mostram que a instituição registrou sucessivos superávits nos últimos anos. De fato, a empresa tem apresentado resultados menores desde 2016 e deve chegar a um prejuízo neste ano - mas a companhia diz esperar revertê-lo já em 2018. "Se o governo quiser avaliar [a privatização], é uma decisão estratégica válida. Mas estamos fazendo nosso dever de casa", diz o presidente da Casa da Moeda, Alexandre Borges Cabral. As informações são do jornal Valor Econômico.

Segundo ele, as dificuldades financeiras começaram em 2016 especificamente devido ao efeito da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que teria impactado a Casa da Moeda em mais de R$ 500 milhões. Além disso, houve uma mudança no sistema de fiscalização da indústria de bebidas que reduziu as receitas da estatal.

Os relatórios financeiros mostram que a companhia teve superávit de mais de R$ 300 milhões em 2015, que caiu para R$ 60 milhões em 2016 - uma redução de aproximadamente 80%. A empresa afirma que, em 2017, o déficit previsto será coberto com recursos próprios da instituição - sem necessidade de aporte do Tesouro Nacional.

No ano que vem, o presidente espera que a estatal já volte ao azul com base em medidas que reduzem despesas de até R$ 14,1 milhões ao ano, como a extinção de três superintendências, 28 gerências e 99 cargos comissionados. Além disso, será posto em prática um Programa de Desligamento Voluntário que vai gerar uma economia potencial de R$ 55 milhões por ano a partir de 2018.

Para o aumento de receita, a empresa defende que diferentes projetos estão em andamento, como a "ampliação da venda dos produtos existentes, além do desenvolvimento de novos produtos como o novo sistema de controle e rastreamento de bebidas" - que deve começar a funcionar no início de 2018.

"Acredito que não é o fato de ser empresa privada ou pública que torna [a gestão] eficiente ou não, vai depender do trabalho das pessoas. Mas [privatizar] é uma decisão de governo", afirma Cabral.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"