Politica
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) quer reforma política
Projeto busca mudar os rumos do Brasil e deve ser embasado por assinaturas da população
RENATO BUARQUE
/
Tribuna Independente
A Lei Complementar número 135, que ficou conhecida
nacionalmente como sendo a Lei da Ficha Limpa, deve servir como
parâmetro para um novo projeto de Lei de iniciativa popular, que desta
vez objetiva promover a famosa reforma do sistema político do Brasil,
cuja tramitação, em âmbito legislativo, está atravancada no Congresso
Nacional.A iniciativa, semelhantemente ao projeto da Ficha Limpa, é
encabeçada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o MCCE, e
deve ser encampada por diversos segmentos da sociedade civil organizada,
a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, em âmbito nacional, e
até mesmo a Igreja Católica, por meio da Confederação Nacional dos
Bispos do Brasil, a CNBB.Um dos principais expoentes do MCCE, que ganhou
ainda mais notoriedade com a concepção da Lei da Ficha Limpa, o juiz
maranhense Márlon Reis conversou com a reportagem da Tribuna
Independente e explicou alguns pontos a respeito da reforma
política.Inicialmente, Reis ressaltou que o projeto, caso tramite
normalmente no Congresso Nacional teria um desfecho tardio, ou seja,
demoraria para ser apreciado e que, no caso inerente ao MCCE, que visa o
engajamento da sociedade brasileira, os principais pontos da reforma
política ainda não estão definidos e que o grupo, que está responsável
pela organização das ideias sobre o tema ainda está aberto a
sugestões. Segundo Márlon Reis, um dos pontos, que deve permanecer no
acerto final das bases do projeto diz respeito ao financiamento privado
de campanhas eleitorais, que no entendimento do magistrado é um ponto
decisivo, no que diz respeito ao desequilíbrio dos embates entre grupos
políticos distintos, durante os pleitos.“Temos que alinhavar muitos
pontos e nós precisamos que a população participe desta discussão. É
preciso que recebamos ideias para discutir os rumos do projeto e nós
estamos nesta fase do projeto”, ressatou o magistrado, referência
nacional de probidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIOS: