O diferencial rubro-negro será impor uma força psicológica sobre o time paulista, em crise
Base repetida, time que mantém o jeito de atacar e defender, o Vitória tem uma estratégia extra para vencer o São Paulo, domingo, às 16h, no Barradão e, no mínimo, se manter entre os quatro primeiros do Brasileirão.
O
diferencial rubro-negro será impor uma força psicológica sobre o time
paulista, em crise. Os seis jogos sem vencer provocaram a demissão de
Ney Franco, a contratação de Paulo Autuori e a reserva do badalado
Ganso. Turbulência aflorada na derrota por 2x1 para o Bahia, quarta, no
Morumbi, quando Luís Fabiano e o argentino Clemente Rodriguez acabaram
expulsos.
E deste jogo, que os jogadores rubro-negros
receberam a recomendação do técnico Caio Júnior de assistir, foi
extraída a chave pra se sair bem domingo. “A parte mais frágil deles é a
psicológica. São vários jogos sem ganhar. A gente tem que aproveitar
isso. Se a gente conseguir fazer logo um gol, a confiança deles vai
abaixar de novo. Se a gente tiver essa consciência de ter essa força, a
parte psicológica deles vai ser bem abalada”, argumenta o camisa 10
Cajá.
Além da moral lá em baixo, o time paulista ainda não
confirmou time titular no Barradão, já que na quarta tem o jogo de
volta da final da Recopa, contra o rival Corinthians - na ida, levou
2x1. Porém, para Cajá, a situação não mudaria tanto. “Não sei se vão vir
com time misto, mas o importante é estarmos preocupados com nossa
parte. Autuori conhece a gente, já viu a gente jogando. Temos que ter
nossa confiança em dia. Quem vier, vai vim pra mostrar”, comenta o meia
rubro-negro, que comemorou a ausência de Luís Fabiano. “Ainda bem que
ele vai ficar em São Paulo. Vai ser bem melhor pra Victor e Gabriel”.
AutuoriO
Vitória, de fato, terá pela frente um treinador que conhece bem o
estilo de jogo implantado por Caio Júnior. Autuori era o treinador do
Vasco no último dia 1º de junho, quando o Leão venceu o time carioca
por 2x0, no Barradão. Daquele time, só o volante Michel não atuou por
causa de uma lesão.
Um detalhe a mais para o rubro-negro, com gana de G-4, se superar. “A gente tem sempre que estar motivado para ficar entre os melhores. Não somos cotados para ficar nesse grupo de cima, mas vamos brigar para ficar na zona da Libertadores. Nosso time tem força e vontade de vencer. Já mostramos isso”, frisa Cajá. O Leão é quarto, 10 pontos.

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