Notícias: Após TelexFREE e BBom, mais 16 empresas são investigadas
Os nomes das 16 companhias, que atuam em todo o país, serão preservados até que as investigações sejam concluídas
Uma força-tarefa de promotores e
procuradores do Ministério Público Federal e Estaduais de todo o Brasil
investiga outras 16 empresas suspeitas de prática de crime financeiro,
além de TelexFREEe e BBom, que já tiveram as atividades suspensas e os
bens bloqueados pela Justiça. De acordo com a procuradora da República
em Goiás, Mariane Guimarães Oliveira, os nomes das companhias, que atuam
em todo o país, serão preservados até que as investigações sejam
concluídas.
"Enquanto não soubermos quais empresas são legais,
peço aos consumidores que não saiam investindo em marcas que não
conhecem. E, ao receber alguma tipo de oferta para se tornar divulgador,
que busque informações sobre a empresa em órgãos de defesa do
consumidor".
A Justiça Federal em Goiás também apura se a BBom
tem negócios com a TelexFREE, a partir de investigação da Polícia
Federal que aponta indícios de que as duas pirâmides realizaram
transações com pessoas em comum e de que a BBom recebeu dinheiro da
TelexFREE.
A BBom está com os bens bloqueados desde quarta-feira
passada, quando a Justiça Federal em Goiás acatou o pedido para bloqueio
dos bens da empresa Embrasystem (que usa os nomes fantasias Unepxmil e
BBom), em ação cautelar movida por dois procuradores e um promotor. De
acordo com a investigação, até o fim do ano passado, antes da criação da
BBom, as empresas do grupo não movimentavam mais que R$ 300 mil por
ano. Em pouco mais de seis meses, o fluxo financeiro cresceu mais de
300%. Estão bloqueados mais de cem veículos, além de R$ 300 milhões em
contas do grupo.
Empresas negam ligação
No caso da BBom, o
produto que supostamente sustentava o negócio é um rastreador de
veículo. Como em outros casos emblemáticos de pirâmide financeira, o
produto serve como isca para recrutar novos associados. Os interessados
associavam-se mediante pagamento de taxa de cadastro de R$ 60 e de um
valor de adesão que variava entre R$ 600 e R$ 3 mil. Além disso, os
associados tinham que atrair novos integrantes e pagar uma taxa de R$ 80
por 36 meses. O mecanismo de bonificação aos associados era calculado
sobre as novas adesões. Quanto mais gente aderia à rede, maior a
premiação prometida.
A TelexFREE está com as atividades suspensas
desde o último 18 de junho, por determinação da juíza Thaís Khalil, do
Tribunal de Justiça do Acre, estado no qual possuía uma grande rede dos
chamados divulgadores. A partir da decisão, a empresa não pode mais
cadastrar novos associados, nem pagar os já cadastrados. A TelexFREE
também está sendo investigada pelo o Departamento de Proteção e Defesa
do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça (MJ), que instaurou
processo administrativo contra a empresa por indícios de formação de
pirâmide financeira e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor. Nessa
semana, o MJ determinou à Polícia Federal abertura de inquérito para
apuração de eventuais crimes.
"O consumidor deve desconfiar de
ganhos altos e rápidos, proporcionais à entrada de novas pessoas no
grupo", ressalta Amaury Oliva, diretor do DPDC.
Horst Vilmar
Fuchs, um dos dez advogados da TelexFREE, informou que a empresa está
tomando “diversas medidas” para recuperar o direito de atuar no país. E
negou qualquer relação com a BBom:
"Não vão encontrar prova da existência dessa ligação. Podem vasculhar todas as contas".
Por
meio de nota, a BBom garantiu ser uma empresa lícita e negou ter
negócios com a TelexFREE. Disse ainda que já deslocou equipe jurídica a
Goiás para apresentar defesa e pedir a cassação da decisão de bloqueio
das contas e bens da empresa.
Fonte: Agência O Globo
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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