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20 de novembro de 2013

Notícias:Polícia investiga venda do vídeo íntimo de adolescente que se matou

Júlia Rebeca, 17, foi encontrada morta após ter as imagens compartilhadas


Foto: Divulgação
Vídeo em que Júlia aparece é vendido por R$ 4,90

A Polícia Civil do Piauí irá acionar a Polícia Federal para investigar a venda do vídeo íntimo em que a adolescente Júlia Rebeca, 17 anos, aparece com mais dois jovens. Júlia foi encontrada morta no último dia 10 após ter as imagens compartilhadas na internet.

O delegado geral James Guerra disse ao G1 que a página utilizada para venda das imagens é hospedada fora do Brasil e, por esta razão, solicitará participação da Polícia Federal, que deve avaliar o conteúdo do anúncio publicado no dia 18. A hipótese da polícia é de que a adolescente tenha se matado após a divulgação do vídeo.

“Tomamos conhecimento desse anúncio hoje e vamos avaliar, mas a Polícia Federal será acionada para que também verifique o conteúdo que foi publicado em um site que está hospedado fora do Brasil”, afirmou o delegado ao G1.

O vídeo em que Júlia aparece é vendido por R$ 4,90. O site garante o envio do link para o e-mail do comprador e diz que o nome do ‘produto’ não aparecerá na fatura do cartão de crédito. Outro vídeo vendido na página é da jovem de Goiânia que também teve imagens íntimas compartilhadas na internet.

Júlia deixou mensagens no Twitter anunciando a própria morte, se despedindo e pedindo desculpas. Ela foi encontrada morta dentro do quarto, enrolada no fio de uma chapa de alisar cabelos, que teria usado para se enforcar. Nas redes sociais, ela escreveu primeiro "É daqui a pouco que tudo acaba".

Ainda no mesmo texto, Julia postou "Eu te amo, desculpa eu n ser a filha perfeita mas eu tentei... desculpa desculpa eu te amo muito", e em seguida "E tô com medo mas acho que é tchau pra sempre".  Esta foi o último tuíte escrito pela adolescente antes do primo dela, Daniel Aranha, anunciar a morta dela através da conta e excluir o perfil dela do Instagram. 




Mãe critica exposição
A mãe de Júlia disse ao Fantástico no último domingo que a exposição das imagens da filha significam uma “violação”. Ivânia Salia relatou que não sabia que a filha andava deprimida, como afirmaram colegas de sala da jovem.

“Ela não demonstrou nada. Todo adolescente tem o direito de ser adolescente. Eles são inconsequentes mesmo. Essa exposição toda, do vídeo, da imagem da minha filha, é uma violação”.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"