BAHIA 247 | Peemedebista tem ainda o compromisso de ACM Neto (DEM) de lhe retribuir apoio do PMDB no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Salvador.
Enquanto o
governador Jaques Wagner (PT) está incumbido da missão impossível de
acomodar os principais partidos de sua base nas três vagas da chapa
majoritária para sua sucessão em 2014, o peemedebista Geddel Vieira Lima
corre solto na articulação de seu nome entre as legendas de oposição ao
PT.
Embora DEM e
PSDB demarquem território com pré-candidatos, os caciques da oposição
têm consciência, e até mesmo admitem em público, que só terão chance
contra o candidato de Wagner se saírem com candidatura única já no
primeiro turno. E neste sentido, o nome de Geddel cresce na base
contrária ao PT. O peemedebista só perde nas pesquisas de intenção de
voto para o prefeito ACM Neto (DEM), que não será candidato em 2014.
Além do embalo
das pesquisas, Geddel regozija-se do compromisso firmado (e reiterado
recentemente) de ACM de lhe retribuir apoio fundamental do PMDB no
segundo turno da disputa pela Prefeitura de Salvador em 2012, disputa da
qual ele saiu eleito sobre o todo-poderoso Nelson Pelegrino (PT), o
candidato de Lula, Dilma e Wagner.
Encabeçada pelo
PMDB, com Geddel, a chapa da oposição caminha para ser composta pelo
atual secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, ex-deputado
federal José Carlos Aleluia, para o Senado; e pelo tucano João
Gualberto, ex-prefeito de Mata de São João, para vice-governador.
O dispõe ainda
do nome do ex-governador Paulo Souto, que aparece logo depois de Geddel
nas pesquisas, mas que não tem pretensão de entrar na disputa. O
marketing de Geddel segue, em silêncio, fazendo verdadeiro estudo dos
pontos fracos dos oito anos de gestão de Jaques Wagner para usar como
arma eleitoral em 2014.
E o próprio
Geddel tem feito bem o dever de casa, percorrendo o enorme estado da
Bahia de ponta a ponta. Empenho aumentará em breve, com sua saída da
Caixa Econômica Federal, onde ocupa o cargo de vice-presidente pela cota
do PMDB no governo da presidente Dilma Rousseff.
A missão impossível de Wagner
Se a oposição
tem problema aritmético relativamente fácil de ser resolvido, a base do
governo segue em polvorosa. Jaques Wagner precisa acomodar em apenas
três vagas o PSD do vice-governador Otto Alencar; o PP do ex-ministro
das Cidades, deputado Mário Negromonte; e o PDT, do presidente da
Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nillo. Esses são os partidos
que têm pré-candidatos, mas há ainda aliados como PRB, PCdoB, PR etc.
Na verdade,
Wagner ainda não conseguiu nem mesmo pôr fim à batalha interna do PT.
Brigam pela indicação do governador o ex-presidente da Petrobras e atual
secretário do Planejamento do estado (Seplan), José Sérgio Gabrielli; o
chefe da Casa Civil, Rui Costa; e o senador Walter Pinheiro.
Problema a
menos para o governador administrar é a pré-candidatura da senadora
Lídice da Mata, do PSB. Com sua candidatura praticamente imposta pela
movimentação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que tentará se
eleger presidente da República, Lídice já é tratada como oposição pelo
governo Wagner. Por ora, este é mais ou menos o raio-x da disputa
pré-eleitoral para o governo da Bahia.
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