Política:CANAVIEIRAS, TRIBUNAL REJEITA AS CONTAS DO EX-PREFEITO ZAIRO LOUREIRO
Na sessão desta terça-feira (12/11), os
conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios votaram pela rejeição
das contas da Prefeitura referentes ao exercício de 2012, do
ex-prefeito Zairo Loureiro.
O relator dos processos, Conselheiro
Fernando Vita, encaminhou o ex-prefeito Zairo Loureiro ao Ministério
Público Estadual, além de aplicar multa de R$ 25.000,00, por diversas
irregularidades e ainda, em razão de ter deixado de ordenar ou promover a
redução do montante da despesa total com pessoal que excedeu ao limite
máximo, estabelecido pela Constituição Federal, imputou uma outra multa,
no valor de R$ 26.749,58, correspondente a 30% dos seus vencimentos
anuais.
Também terá que ressarcir a importância
de R$ 247.423,04 aos cofres municipais, com recursos pessoais, sendo R$
36.630,70, referente às irregularidades apontadas no Acompanhamento da
Execução Orçamentária, R$ 198.539,35, relativos a não regularização do
saldo da conta sob o título “Créditos realizáveis a Longo Prazo” e R$
12.252,99, concernentes a não prestação de contas dos recursos
repassados às entidades civis – Associação Pais e Amigos dos
Excepcionais – APAE e Liga Canavieirense de Futebol. Ainda cabe recurso
da decisão.
O ex-prefeito, além de haver
extrapolado nos gastos com pessoal, aplicando R$ 22.208.512,63,
equivalente a 56,90% da Receita Corrente Líquida de R$ 39.031.410,64,
quando o máximo é de 54%, também não atendeu o índice mínimo para
investimento em Educação, aplicando apenas 24,90%, abaixo dos 25%
estabelecidos.
Contudo, atendeu o percentual mínimo de
15% na Saúde, aplicando 22,96%, o mesmo ocorrendo com os valores do
Fundeb, no pagamento aos profissionais do magistério, que corresponderam
a 62,69% dos recursos do fundo, acima dos 60% exigíveis.
O Executivo de Canavieiras, dentre uma
enorme quantidade de outras falhas, cometeu ainda: erros em processos
licitatórios e não encaminhados ao TCM; realização de despesas
imoderadas ferindo os princípios constitucionais da razoabilidade e da
economicidade, resultando em prejuízo ao erário; admissão de pessoal sem
prévio concurso público de provas ou de provas e títulos; e falhas
técnicas na abertura e contabilização de créditos adicionais e
alterações de QDD.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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