Justificativa foi a de que ele "abandonou suas funções constitucionais"
O Parlamento ucraniano decidiu neste sábado (22) destituir o presidente
do país Viktor Ianukóvitch e marcar eleições para o dia 25 de maio. A
justificativa para a destituição foi a de que Ianukóvitch "abandonou
suas funções constitucionais".
Pouco antes do anúncio de sua
destituição, o presidente tinha dito, em rede nacional de televisão, que
não abandonaria o cargo e que o governo estava sendo vítima de um golpe
de Estado. Antes de tomar essa decisão, o Parlamento votou pela
libertação da ex-primeira ministra Iulia Timoshenko, uma das principais
figuras da oposição.
O presidente Viktor Ianukóvitch e a oposição
assinaram ontem (21) um acordo para pôr fim à crise que durava três
meses e se agravou nos últimos dias. O acordo previa a antecipação das
eleições presidenciais, a formação de um governo de coligação e uma
reforma constitucional. Pouco depois da assinatura do acordo, o
Parlamento aprovou, por ampla maioria, a reposição da Constituição de
2004, que limita os poderes do presidente – uma das principais
exigências da oposição.
A crise política na Ucrânia teve início
depois de Ianukóvitch suspender os preparativos para um acordo de
associação com a União Europeia e agravou-se no fim de janeiro, quando
se registaram as primeiras mortes, depois da aprovação de leis limitando
a liberdade de manifestação.
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