Um time sem estrelas. Esse é o Bahia do
estadual. Em seis jogos até agora, o tricolor fez oito gols.
Curiosamente, todos foram marcados por jogadores diferentes: Rhayner,
Pittoni, Wangler, Fahel, Galhardo, Talisca, Branquinho e Titi.
A depender do ponto de vista, esses números podem
ser favoráveis ou não. Se de um lado a rotatividade demonstra que o
Esquadrão tem boas alternativas durante os jogos, do outro fica evidente
a falta de um jogador para ser a referência do time, seja o goleador ou
um camisa 10. Dos oito gols, três saíram dos pés dos meias, enquanto
dois aconteceram através dos volantes. Os outros três, por sua vez,
vieram com um zagueiro, um lateral e, por incrível que pareça, somente
um atacante.
No
Baiano, a turma da frente precisará correr muito pra driblar a
desconfiança dos torcedores. Dois nomes, em especial, passam por
dificuldades quando o assunto é empurrar a bola para a rede. O argentino
Maxi Biancucchi já fez sete jogos e não marcou um golzinho sequer. O
recém-contratado Marcão participou de três partidas como camisa 9 e
também ficou devendo.
O técnico Marquinhos Santos sai em defesa dos
atletas e pede um pouco mais de paciência. No caso de Marcão, o
comandante aponta a falta de ritmo como principal fator pelo desempenho.
“Marcão é um jogador que ficou muito tempo sem jogar e agora vem
ganhando essa condição física. É um jogador que se encontra em
evolução”, diz, para depois concluir. “Tem que ter paciência pra se
trabalhar melhor. Essas semanas abertas podem corrigir algumas coisas
nos quesitos técnico e tático, para que ele continue em evolução”.
Poupar
Para o jogo de domingo, diante do Conquista, Maxi retorna ao time após
se recuperar de um incômodo muscular. Marcão, como único centroavante do
elenco, deve seguir entre os 11. O treinador, contudo, adiantou que,
pelo fato da classificação estar quase garantida (falta 1 ponto), irá
poupar alguns atletas.(correio)
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