Há três dias ele convivia com a esposa morta dentro de casa. Ao ser detido, ele vomitou, após ter tomado veneno
Três
dias. Esse foi o tempo que Diogo de Oliveira de Jesus conviveu dentro
de casa com o corpo da mulher, a operadora de caixa Izabella Malta
Bustamante, 18 anos, assassinada por ele, em Jardim Carapina, na
Serra. Ele estrangulou a esposa na noite de quinta-feira (06) e escondeu
o corpo dentro de um guarda-roupas. O assassinato só foi descoberto na
tarde deste domingo (09). Familiares, amigos e vizinhos tentaram, por
inúmeras vezes, falar com Izabella desde sexta-feira (07) e passaram a
procurar pela jovem.
Sem notícias de Izabella, os parentes, que moram em Vila Velha,
resolveram ir até a casa onde ela vivia com o Diogo, há cerca de seis
meses.
"Quando chegamos e o encontramos, ele disse que a Izabella havia
fugido de casa com uma muda de roupas sem deixar explicações. Mas os
vizinhos disseram que estavam desconfiados de que algo de errado havia
acontecido", contou a tia da vítima, a comerciante Marly Bustamente.
Com
o apoio de vizinhos, a família foi até a casa e arrombou a porta. "Logo
que arrombamos a porta, sentimos um fedor insuportável. Quando entrei
no quarto me deparei com uma poça de sangue embaixo do guarda-roupas e
vi a minha sobrinha morta", disse a tia, em meio ao choque. Junto delas
ainda estavam a mãe e o irmão da vítima.
Segundo informações da Polícia Civil, Izabella vestia uma
calcinha e tinha pernas e mãos amarradas. Um fio de telefone também
estava ao redor do pescoço da vítima e um lençol a cobria.
Decomposição
Os
peritos encontraram diversos pratos com pó de café espalhados pelo
chão, o que a polícia acredita que eram uma tentativa de disfarçar o mau
cheiro provocado pela decomposição do corpo de Izabella, que foi morta
na noite de quinta para sexta-feira. "Ele chegou a colocar panos nas
frestas das janelas e portas, mas não sabíamos a razão. Mas agora sei
que é para evitar que sentíssemos o fedor", afirmou uma vizinha do
casal, que não quis ser identificada.
Ao perceber que seria
descoberto, Diogo apanhou a bicicleta do vizinho e fugiu. Mas acabou
sendo detido por moradores quando se aproximava da BR 101, na saída do
bairro Jardim Carapina.
Marido tentou fugir, mas acabou preso pelos vizinhos
Diogo de Oliveira de Jesus tentou fugir com a bicicleta do vizinho,
mas acabou sendo perseguido por dois moradores em um carro. Um deles
era o motoboy José Geraldo Kiffer, 29.
“O alcançamos quando ele chegava na rodovia. Ao agarrá-lo, ele
vomitou e disse que tinha tomado veneno contra rato”, lembrou José
Geraldo.
O motoboy amarrou as mãos do suspeito, que aparentava estar sob
efeito de drogas, com um arame e levou até a sede do 6º Batalhão da
Polícia Militar. José Geraldo disse ter ficado indignado com a situação.
“Ele matou a esposa que sempre tentou ajudá-lo, é impossível entender
isso”, desabafou.
Devido à suspeita de tentativa de suicídio, os militares levaram Diogo para o Hospital São Lucas, em Vitória.
Foto: Edson Chagas
José Geraldo Kiffer Pereira (camisa azul) que
ajudou a deter Diogo, homem que teria matado a própria esposa. E a seu
lado o irmão da vítima
No caminho, dentro da viatura, o rapaz confessou aos policiais
que havia matado a esposa e deu detalhes. Ele disse que esganou Izabella
na noite de quinta-feira. Após matá-la, ele dormiu o restante da noite
e, somente na manhã de sexta-feira, Diogo resolveu o que faria com o
corpo, colocando-o no armário do quarto.
Sobre a motivação do crime, Diogo disse aos PMs que havia
fumado crack e pensou que Izabella o estivesse traindo, por isso a
matou.
No hospital, os enfermeiros que atenderam o suspeito informaram
aos policiais que não foi encontrada nenhuma substância tóxica no
estômago após os procedimentos contra envenenamento. Ele está sendo
escoltado e a expectativa era que recebesse alta hoje. Assim que sair do
hospital, Diogo será encaminhado para uma delegacia. Neste domingo, o
delegado de plantão na DHPP autuou Diogo pelo crime de homicídio.
Sumiço preocupou parentes
A tia de Izabella, a comerciante Marly Bustamante, 58 anos, foi
quem encontrou o corpo da sobrinha dentro do guarda-roupas. "Quando vi o
sangue no chão embaixo do guarda-roupas, soube que esse desgraçado
havia matado a minha sobrinha", contou.
Marly, a mãe de Izabella e o irmão da jovem foram até a casa à
procura da operadora de caixa pois estavam preocupados com o sumiço
dela. "Minha sobrinha conversava todos os dias por telefone com a mãe. O
fato dela não atender o telefone chamou a nossa atenção", disse a tia.
A comerciante e os parentes chegaram a encontrar Diogo na rua,
antes de entrarem na casa. "Perguntamos pela Izabella e ele respondeu
que minha sobrinha tinha fugido de casa sem deixar explicações, e
inclusive procurava por ela", lembrou.
Procuramos pelas amigas e moradores para tentar encontrá-la.
Uma vizinha insistiu para que entrássemos na casa, pois alguma coisa
tinha acontecido à Izabella.
Ainda em estado de choque com a cena e a dor de perder a
sobrinha, Marly disse que acredita que o motivo do crime foi o fato de
Izabella pensar em abandoná-lo. "Na semana passada, ela disse para a mãe
que voltaria para a casa da família. Acho que ele não quis deixá-la ir
embora e a matou".
“Izabella não acreditava que ele a mataria”, diz vizinha
“A Izabella não acreditava que ele a mataria”. A declaração foi da
vizinha do casal, uma berçarista, 28, que conversava diariamente com a
vítima, inclusive na quinta-feira à noite, antes do crime.
O casal brigava?
Todos os dias. A Izabella quebrava as coisas dentro de casa
para alertar a gente que ela estava bem. As brigas eram porque a
Izabella não queria deixá-lo sair de casa para usar drogas.
Ela tinha medo de ser morta?
Não, ela não acreditava que o Diogo pudesse fazer isso. Tinha medo, mas não a ponto de chegar a isso.
O Diogo ficou na casa mesmo com o cadáver?
Todos os dias, entrando pela janela e até vendendo as coisas da
casa, como TV, som e o celular dela por R$ 50. Ele agia normalmente,
como se nada tivesse acontecido. Acho que devia ter usado muita droga
para conseguir ficar.
Você sentia o mau cheiro?
Ele trancou a casa toda, a gente não sentia o fedor, e até
tampou frestas das portas e janelas. Eu fiquei com aquilo na cabeça,
‘ele matou a Izabella’, mas sem coragem de abrir e encontrar a cena de
hoje. Vou me mudar daqui. É a 2ª vez que uma mulher é morta pelo marido
nesta casa.
A Izabella o amava?
Sim, muito. Ela acreditava que poderia salvá-lo, que um dia ele
pararia de usar drogas. Ele usava desde os 9 anos, a avisei que não
conseguiria. Ela falou em sair da casa.
(Fonte: Da Redação Multimídia)
Sem notícias de Izabella, os parentes, que moram em Vila Velha, resolveram ir até a casa onde ela vivia com o Diogo, há cerca de seis meses.
Com o apoio de vizinhos, a família foi até a casa e arrombou a porta. "Logo que arrombamos a porta, sentimos um fedor insuportável. Quando entrei no quarto me deparei com uma poça de sangue embaixo do guarda-roupas e vi a minha sobrinha morta", disse a tia, em meio ao choque. Junto delas ainda estavam a mãe e o irmão da vítima.
Segundo informações da Polícia Civil, Izabella vestia uma calcinha e tinha pernas e mãos amarradas. Um fio de telefone também estava ao redor do pescoço da vítima e um lençol a cobria.
Os peritos encontraram diversos pratos com pó de café espalhados pelo chão, o que a polícia acredita que eram uma tentativa de disfarçar o mau cheiro provocado pela decomposição do corpo de Izabella, que foi morta na noite de quinta para sexta-feira. "Ele chegou a colocar panos nas frestas das janelas e portas, mas não sabíamos a razão. Mas agora sei que é para evitar que sentíssemos o fedor", afirmou uma vizinha do casal, que não quis ser identificada.
Ao perceber que seria descoberto, Diogo apanhou a bicicleta do vizinho e fugiu. Mas acabou sendo detido por moradores quando se aproximava da BR 101, na saída do bairro Jardim Carapina.
“O alcançamos quando ele chegava na rodovia. Ao agarrá-lo, ele vomitou e disse que tinha tomado veneno contra rato”, lembrou José Geraldo.
O motoboy amarrou as mãos do suspeito, que aparentava estar sob efeito de drogas, com um arame e levou até a sede do 6º Batalhão da Polícia Militar. José Geraldo disse ter ficado indignado com a situação. “Ele matou a esposa que sempre tentou ajudá-lo, é impossível entender isso”, desabafou.
Devido à suspeita de tentativa de suicídio, os militares levaram Diogo para o Hospital São Lucas, em Vitória.
Foto: Edson Chagas
José Geraldo Kiffer Pereira (camisa azul) que
ajudou a deter Diogo, homem que teria matado a própria esposa. E a seu
lado o irmão da vítima
No caminho, dentro da viatura, o rapaz confessou aos policiais que havia matado a esposa e deu detalhes. Ele disse que esganou Izabella na noite de quinta-feira. Após matá-la, ele dormiu o restante da noite e, somente na manhã de sexta-feira, Diogo resolveu o que faria com o corpo, colocando-o no armário do quarto.
Sobre a motivação do crime, Diogo disse aos PMs que havia fumado crack e pensou que Izabella o estivesse traindo, por isso a matou.
No hospital, os enfermeiros que atenderam o suspeito informaram aos policiais que não foi encontrada nenhuma substância tóxica no estômago após os procedimentos contra envenenamento. Ele está sendo escoltado e a expectativa era que recebesse alta hoje. Assim que sair do hospital, Diogo será encaminhado para uma delegacia. Neste domingo, o delegado de plantão na DHPP autuou Diogo pelo crime de homicídio.
Marly, a mãe de Izabella e o irmão da jovem foram até a casa à procura da operadora de caixa pois estavam preocupados com o sumiço dela. "Minha sobrinha conversava todos os dias por telefone com a mãe. O fato dela não atender o telefone chamou a nossa atenção", disse a tia.
A comerciante e os parentes chegaram a encontrar Diogo na rua, antes de entrarem na casa. "Perguntamos pela Izabella e ele respondeu que minha sobrinha tinha fugido de casa sem deixar explicações, e inclusive procurava por ela", lembrou.
Procuramos pelas amigas e moradores para tentar encontrá-la. Uma vizinha insistiu para que entrássemos na casa, pois alguma coisa tinha acontecido à Izabella.
Ainda em estado de choque com a cena e a dor de perder a sobrinha, Marly disse que acredita que o motivo do crime foi o fato de Izabella pensar em abandoná-lo. "Na semana passada, ela disse para a mãe que voltaria para a casa da família. Acho que ele não quis deixá-la ir embora e a matou".
O casal brigava?
Todos os dias. A Izabella quebrava as coisas dentro de casa para alertar a gente que ela estava bem. As brigas eram porque a Izabella não queria deixá-lo sair de casa para usar drogas.
Ela tinha medo de ser morta?
Não, ela não acreditava que o Diogo pudesse fazer isso. Tinha medo, mas não a ponto de chegar a isso.
O Diogo ficou na casa mesmo com o cadáver?
Todos os dias, entrando pela janela e até vendendo as coisas da casa, como TV, som e o celular dela por R$ 50. Ele agia normalmente, como se nada tivesse acontecido. Acho que devia ter usado muita droga para conseguir ficar.
Você sentia o mau cheiro?
Ele trancou a casa toda, a gente não sentia o fedor, e até tampou frestas das portas e janelas. Eu fiquei com aquilo na cabeça, ‘ele matou a Izabella’, mas sem coragem de abrir e encontrar a cena de hoje. Vou me mudar daqui. É a 2ª vez que uma mulher é morta pelo marido nesta casa.
A Izabella o amava?
Sim, muito. Ela acreditava que poderia salvá-lo, que um dia ele pararia de usar drogas. Ele usava desde os 9 anos, a avisei que não conseguiria. Ela falou em sair da casa.
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