Simples Nacional deve ter 484 mil novas empresas, diz Secretaria
A
Secretaria da Micro e Pequena Empresa informou que 484 mil novas
companhias devem entrar no regime fiscal Simples Nacional. Até
sexta-feira, 30, 459,2 mil empresas haviam aderido, segundo balanço
parcial do ministério. O prazo para adesão foi encerrado na semana
passada. O novo Simples abriu espaço para 140 atividades e
empreendimentos com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. O ministro
Guilherme Afif Domingos informou que a previsão é de um crescimento de
117% em relação ao movimento de janeiro de 2014 (223 mil empresas). "A
projeção (oficial) que estamos fazendo é 483 mil, mas eu aposto em 500
mil (novas empresas), porque a turma deixa para a última hora", disse o
ministro ao Broadcast, comparando a projeção com a média de 230 mil
empresas entrantes no Simples nos meses de janeiro dos últimos quatro
anos. O aumento ocorre após o governo ampliar, por meio de lei aprovada
no Congresso em 2014, a abrangência do regime tributário simplificado
para empresas de serviços - o que inclui profissionais liberais, como
médicos engenheiros, corretores de imóveis e advogados. Todos eles
podem, agora, pagar em um único boleto oito impostos e contribuições:
PIS, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social
sobre Lucro Líquido (CSLL), IPI, ICMS, ISS e, com exceção de parte das
empresas de serviço, o INSS patronal. "Novos setores foram autorizados e
o resultado mostra que é uma política de simplificação aceita pela
sociedade", considerou Afif. O ministro, contudo, minimiza o fato de
especialistas contestarem a linha tênue entre o Simples e o modelo de
arrecadação do regime de lucro presumido. Isto porque as empresas pagam
no Simples entre 19,92% e 22,45% de impostos, incluindo contribuições
com a Previdência de funcionários. No lucro presumido, a tributação
começa em 16,33%, descontando o gasto previdenciário. As empresas
precisam fazer os cálculos na ponta do lápis para saber se o Simples
vale realmente a pena. "Muito se fala que não vale a pena porque foi
equiparado ao lucro presumido, mas a turma está fazendo as contas e
vendo que vale a pena", confia o ministro.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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