Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do
IBGE, revelou que entre janeiro e março deste ano, 367 mil pessoas entre
14 e 24 anos se encontravam desocupadas na Bahia. Esse número mostra
que um aumento de sete mil pessoas em relação ao mesmo período do ano
passado. “Em geral, os mais jovens têm menor experiência laboral, menor
qualificação. Por isso, o mercado acaba rechaçando, não absorvendo, essa
força de trabalho”, justifica o coordenador de disseminação de
informações do IBGE na Bahia, Joilson Rodrigues, em entrevista ao jornal
Correio. De acordo com ele, esse aumento não é um problema pontual da
Bahia. No Brasil, 354 mil pessoas com idade entre 14 e 24 anos perderam o
emprego quando comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo
período do ano passado. Ainda de acordo com Rodrigues, a taxa de
desocupação é uma medida da frustração, ou seja, da não absorção dessa
força de trabalho que não tem os atributos necessários para preencher
vagas no mercado. “Não raro, tanto aqui como em qualquer país do mundo, a
taxa de desocupação dos mais jovens é muito superior do que os mais
maduros porque o mercado preserva os mais experientes. No momento que o
empresário não tem uma perspectiva muito clara de que a economia vai se
dinamizar, ele preserva aqueles que têm maior experiência”, finalizou o
coordenador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIOS: