Em tempos de Facebook, Instagram e Whatsapp, o Orkut
virou coisa do passado, já era, já morreu. Certo? Mais ou menos... A
rede social, que já chegou a ser a mais popular do Brasil no início dos
anos 2000, hoje perde feio para o Facebook, mas ainda resiste com
aproximadamente seis milhões de usuários – entre eles, aqueles que
aproveitam as características da rede para vender abadás e camarotes no
Carnaval de Salvador.
Isso porque a rede social tem uma característica
específica que ajuda quem a utiliza para fins comerciais: as
comunidades. Afinal, nada melhor para um vendedor que encontrar
potenciais compradores reunidos em um mesmo lugar.
O advogado baiano Fábio Castro, 33 anos, comprou um
abadá do bloco Camaleão para o Carnaval de 2014, mas houve um
imprevisto e ele acabou desistindo de ir à folia. Na comunidade
“Carnaval de Salvador - É AQUI!”, postou um anúncio: “Vendo Camaleão
Completo R$ 3.300, 3 dias”.
“Apesar de o Facebook estar mais forte, a cultura de
comunidades continua mais pujante no Orkut”, afirmou o advogado. Para
se garantir, ele também anunciou no Facebook, mas atestou: “Recebi
ligações tanto de uma rede quanto de outra. Não acho que o Orkut morreu,
não!”.
Fábio
observa que, por ser mais forte no assunto Comunidades, o Orkut ainda
tem muita utilidade. “Eu entro sempre para procurar oportunidades de
descontos na internet. Tem uma comunidade sobre isso em que a cada
segundo tem novas mensagens”, disse. “Não vejo a mesma eficiência nesse
aspecto no Facebook”, afirmou ele.
O gerente Márcio Egberto também anunciou na mesma
comunidade – a mais popular sobre Carnaval, com 79.325 membros. “O Orkut
é melhor para venda direta. No Facebook, a pessoa tem que abrir o post
para visualizar. No Orkut não é assim, você coloca e todo mundo lê o
conteúdo completo”, explicou Márcio, que já vende abadás há 11 anos.
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