MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: Agente é condenada a pagar R$ 5mil a juiz que abordou em blitz da Lei Seca

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6 de novembro de 2014

Agente é condenada a pagar R$ 5mil a juiz que abordou em blitz da Lei Seca

Caso aconteceu no Rio de Janeiro. Servidora deverá pagar quantia por danos morais

Uma agente de trânsito do Rio de Janeiro foi condenada a pagar R$5 mil ao juiz João Carlos de Souza Correa por danos morais. Ela havia parado o juiz durante uma blitz da Lei Seca em fevereiro de 2011, no bairro carioca do Leblon. 

Segundo a Justiça, a servidora abusou do poder ao abordar João Carlos, que estava sem carteira de motorista e dirigia um carro sem placa ou documentos. A sentença afirma que a agente "ofendeu o juiz, mesmo ciente da relevância da função pública por ele desempenhada", citando ainda que ela teria dito que João Carlos era "juiz, mas não Deus".

Foto: Agência Estado

Durante a abordagem, a servidora alertou sobre a proibição de continuar a dirigir o carro e a necessidade de apreensão do veículo. Segundo ela, o magistrado, irritado, se identificou como juiz e lhe deu voz de prisão, determinando que ela fosse conduzida à delegacia mais próxima. 

“Dessa maneira, em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa. Além disso, o fato de recorrido se identificar como Juiz de Direito não caracteriza a chamada 'carteirada', conforme alega a apelante”, diz a sentença.

O juiz afirma no processo que estava voltando do plantão judiciário noturno e nega ter ofendido a agente.

Vaquinha
 
Diante da decisão da Justiça, internautas se uniram para ajudar a agente de trânsito a pagar o valor e demonstrar repúdio à situação. Uma vaquinha virtual foi criada para auxiliá-la a arrecadar o valor. 

Até as 19h desta terça, a vaquinha já arrecadou quase 85% do valor necessário para pagar a multa. 

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"