Ministro da Fazenda, prestes a se despedir do cargo, afirma que superávit primário no ano que vem ficará entre 2% e 2,5% do PIB
Para o ano que vem, quando não estará mais no cargo, Mantega disse que o resultado primário deverá fechar 2015 positivo de 2% a 2,5% na proporção do Produto Interno Bruto (PIB).
Sobre outros cortes de gastos do governo, ele não quis das maiores
detalhes, alegando que os estudos que vão viabilizar os cortes de
despesas ainda não foram finalizados.
"Assim que finalizarmos, anunciaremos para vocês", disse Mantega, após participar do Encontro Fiscal 2014 na FGV.
Confusão. Mantega falou que há muita confusão e
mal entendidos em relação à politica fiscal no Brasil. E prometeu
desfazer um pouco da confusão. "Minha avaliação terá um viés mas
otimista porque eu sou responsável por essa política há 12 anos",
disse.
O ministro voltou a apontar a crise internacional como problema
para o desempenho da economia ao afirmar que o governo reduziu impostos
para investimento e consumo de bens duráveis. Mas antes de 2008, de
acordo com ele, a situação fiscal era confortável e seguia o bom
desempenho da economia. Isso significava, de acordo com ministro, maior
arrecadação.
Foi nesse período, de acordo com ele, que ocorreu o forte processo
de formalização do mercado de trabalho brasileiro. "Nós aperfeiçoamos os
processos de controle da arrecadação. O resultado primário de 2000 a
2008 foi maior com uma taxa expressiva de primário, maior que na grande
maioria dos países", disse.
Sucessor. O ministro disse que o principal desafio
do próximo ministro da Fazenda será o de fazer a transição de um
período de crise enfrentado com políticas anticíclicas para um novo
ciclo de expansão econômica. Ele evitou comentar os nomes que estão
sendo cotados para a Fazenda. "A minha fonte é a presidente Dilma e ela
não anunciou nenhum nome até agora", disse Mantega ao ser provocado
pelos jornalistas a comentar os nomes ventilados para substituí-lo.
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