Deputados com maior número de votos gastaram boa parte da verba com publicidade

Entre os 10 mais votados, Caetano foi quem mais gastou l (Foto: Bahia Notícias)
A
divulgação da prestação de contas das campanhas das eleições de 2014
mostrou que, entre os dez deputados federais mais votados da Bahia, a
maior parte das despesas foi feitas com publicidade. Lúcio Vieira Lima
(PMDB), que teve 222.164 votos, teve receita de R$ 2.424.750,00 e
despesa de R$ 2.424.687,46. Os maiores doadores da campanha foram a
construtora OAS, com R$ 732 mil, a Braskem, com R$ 400 mil, e o seu pai
Afrísio De Souza Vieira Lima, com R$ 281.250,00. Inclusive, 'seu'
Afrísio recebeu o mesmo valor da campanha, como mostra a prestação de
despesas. O maior gasto de Lúcio foi com publicidade: considerando a
produção para rádio, televisão e materiais impressos, o custou chegou a
R$ 1.576.927,60, distribuído entre empresas como Cartograf, TMX e Elos.
Mário Negromonte Jr. (PP) teve receita de R$ 1.607.840,05, sendo que R$
850 mil foram da empresa JBS (proprietária da Friboi) através do
diretório nacional do partido. Já os seus gastos foram de R$
1.606.582,40, sendo que R$ 1.120.455,39 foram com publicidade. Irmão
Lázaro (PSC), terceiro mais votado, foi mais modesto em sua arrecadação –
R$ 304.005,00, com R$ 160.500,00 saindo de seu próprio bolso – e em
seus gastos, que somaram R$ 304.002,00. Deste montante, R$ 197.811,80
foram em publicidade. Antonio Brito (PTB) arrecadou R$ 1.293.288,98,
sendo que R$ 300 mil foram da Rede D’Or São Luiz e R$ 500 mil do
Bradesco. As despesas somaram R$ 1.293.129,62, sendo que R$ 583.106,28
foram em publicidade – também chama atenção o pagamento de R$ 100 mil
para o escritório de advocacia Mattos, Medica, Santos Soares. Ronaldo
Carletto (PP) angariou R$ 905.754,99, com R$ 400 mil originários do
diretório nacional do partido, e pagou o valor exato durante a campanha,
com R$ 436.550,00 em publicidade. Daniel Almeida (PC do B) embolsou R$
1.402.598,90 na campanha, com R$ 599.986,00 sendo da empresa JBS
(proprietária da Friboi) através do diretório nacional do partido, e
gastou R$ 1.402.311,38 – R$ 591 mil foram revestidos ao próprio comitê e
R$ 437.016,04 em publicidade. Félix Mendonça Jr. (PDT) arrecadou R$
1.204.333,27 em doações, que incluíram R$ 1.055.000,00 apenas da MRM
Construtora – que é de propriedade de sua família. Já os gastos de
campanha alcançaram os R$ 1.204.070,16, com R$ 686.632,17 sendo
investidos em publicidade. Luiz Caetano (PT) foi o que mais arrecadou –
com R$ 2.933.087,31 em caixa, com R$ 413.250,00 da GPO - Gestão de
Projetos e Obras – e gastou R$ 2.932.987,83, boa parte em gastos de
despesas de pessoal e R$ 1.329.942,12 em publicidade e R$ 55 mil e táxi
aéreo. Cacá Leão (PP), filho do vice-governador eleito João Leão (PP),
arrecadou R$ 2.094.970,72, sendo R$ 650 mil originários da Friboi. As
despesas foram de R$ 2.093.692,87, sendo R$ 1.473.471,27 em publicidade.
Por fim, Jorge Solla (PT), embolsou R$ 1.136.899,76 e gastou o mesmo
valor – assim como os demais, a maior parte da verba foi para a
publicidade (R$ 539.579,68, no caso).
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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