Ministério Público de Contas sugere que TCU vote pela reprovação das contas de Dilma
O Ministério Público de Contas, órgão ligado ao Tribunal de Contas
da União (TCU), enviou documento aos nove ministros do TCU sugerindo que
votem pela reprovação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.
De acordo com o Estado de S. Paulo, no documento, o procurador Júlio
Marcelo de Oliveira enumera uma série de irregularidades que, segundo o
órgão, violaram as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, da
Constituição e da Lei de Diretrizes Orçamentárias. “O que a Nação
assistiu, perplexa, foi a uma verdadeira política de irresponsabilidade
fiscal, marcada pela deformação de regras para favorecer os interesses
da Chefe do Poder Executivo em ano eleitoral e não os interesses da
coletividade no equilíbrio das contas públicas”, declara o MP de Contas.
As irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no
processo que julgará nesta quarta-feira (17) as contas federais de 2014
incluem também a omissão do governo em atender pedidos bilionários para
quitação de suas próprias dívidas obrigatórias. Segundo parecer
elaborado pelo Ministério junto TCU, o governo ignorou, no início do ano
passado, pedido de suplementação orçamentária de mais de R$ 9,2 bilhões
apresentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) para o Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT). O valor foi solicitado para quitar
despesas obrigatórias de seguro-desemprego e de abono salarial. No
relatório que foi apresentado aos ministros da corte, o MP de Contas
afirma que se trata da “constatação do que pode ser tipificado como
fraude à Programação Financeira e ao Cronograma Mensal de Desembolso,
mediante a omissão do pedido de suplementação orçamentária formalizado”.
O documento do MP das Contas termina concluindo que “Os Relatórios de
Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais divulgados, a cada bimestre,
pelo próprio Poder Executivo da União são provas inequívocas da omissão
da titular do Poder em relação à adoção das medidas corretivas exigidas
pela LRF para assegurar o cumprimento das metas fiscais bimestrais e
garantir o equilíbrio das contas públicas no exercício de 2014”.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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