PSDB e PSOL ganham mais militantes; PT perde
Luciana Genro (PSOL), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)
Apenas 8 dos 33 partidos políticos atuais não tiveram queda no
estoque de filiados nos primeiros cem dias de 2015 em relação ao fim do
ano passado. Mas só dois deles tiveram um aumento considerável no número
de filiados - e são justamente os dois que fazem maior oposição
ideológica ao governo federal: PSDB e PSOL. Os tucanos foram os que
registraram o maior número de filiados em 2015 até a metade de abril,
com 15 mil novos registros. Já o segundo em número de filiações neste
ano foi o PSOL, com 11 mil filiações. Enquanto isso, o que mais perdeu
filiados este ano foi justamente o PT. Os dados mais recentes da Justiça
Eleitoral atualizados nesta semana mostram que, oficialmente, houve 6,2
mil mais desfiliações que filiações no partido de janeiro à metade de
abril deste ano. Apesar disso, o partido ainda mantém o segundo maior
contingente de filiados no total, com 1,6 milhão de petistas, perdendo
apenas para os 2,3 milhões filiados ao PMDB. "Com a crise do PT, o PSOL
foi o partido que mais capturou os militantes de esquerda. Já o PSDB
está ganhando com o rescaldo do antipetismo", diz o cientista político
Aldo Fornazieri, diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de
São Paulo. O cientista político Vitor Marchetti, doutor em Ciências
Sociais pela PUC-SP e professor do curso de Políticas Públicas da
Universidade Federal do ABC, vê nos números o prenúncio de uma redução
da influência do PT. "Esse é o anúncio de que, pela primeira vez, o PT
pode reduzir o número de prefeituras que comanda". Ele observa que o
partido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva está alavancando o crescimento dos adversários à direita e à
esquerda.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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