Esportes
Tempo fechado: após série de empates, Bahia busca vitória contra o rubro-negro
O time está com apenas oito pontos ganhos em sete rodadas na competição
Miro Palma
miro.palma@redebahia.com.br

O
clima no Bahia está pior que o de Salvador. Se a cidade tenta se
adaptar às chuvas dos últimos dias, o tricolor não sabe o que é tempo
bom desde o dia 24 de março, quando venceu o Juazeirense por 3x2, no
Campeonato Baiano.
De lá pra
cá, quatro empates e uma derrota por 5x1 para o rival Vitória, na
inauguração da Fonte Nova. Apesar da classificação antecipada para a
semifinal do estadual, o time do técnico Joel Santana está longe de
agradar com os oito pontos ganhos em sete rodadas na competição.
E
se domingo tem Ba-Vi na Fonte mais uma vez, Joel precisa se virar para
encontrar uma solução para o mau futebol apresentado pela equipe. Em 14
jogos no ano, foram apenas quatro vitórias, com outros sete empates e
três derrotas. Aproveitamento de 45,2% para desanimar qualquer torcedor
mais otimista.
“Temos que
consertar tudo. Estamos jogando muito mal. O time está nervoso,
machucado”, justificou o comandante após o empate por 0x0 contra o Bahia
de Feira, na noite de quarta. Com Joel Santana no comando, foram três
empates em três partidas, com um gol marcado e um sofrido.
O
técnico, por sinal, deu declarações no mínimo inusitadas sobre a atual
situação do time. Joel chegou a comparar o Bahia com Barcelona e Real
Madrid, derrotados por Bayern e Borussia Dortmund na Liga dos Campeões.
“O
Barcelona apanhou do Bayern. O Real Madrid também perdeu. Os dois times
mais caros do mundo tomaram de quatro. E aí? Perdeu, tem que seguir em
frente. O que vale é conquistar o campeonato. O jogador tem que sair
desse marasmo”, disse.
Retranca
Uma das principais queixas da torcida é em relação ao esquema de jogo do time. O trio de volantes formado por Fahel, Diones e Hélder limita as opções ofensivas da equipe. Não é à toa que neste ano o Bahia tomou mais gols do que marcou: 17 a 15.
Uma das principais queixas da torcida é em relação ao esquema de jogo do time. O trio de volantes formado por Fahel, Diones e Hélder limita as opções ofensivas da equipe. Não é à toa que neste ano o Bahia tomou mais gols do que marcou: 17 a 15.
Joel,
visivelmente incomodado com as vaias, respondeu. “Fui vaiado porque
tirei Marquinhos, pô! Olha só... Meu ataque estava mal demais. Os quatro
da frente poderiam ter saído. Era jogar para o alto e tirar um”,
afirmou. Mas, no Ba-Vi de domingo, só a sorte pode não ser suficiente...
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