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26 de abril de 2013

Esportes

Tempo fechado: após série de empates, Bahia busca vitória contra o rubro-negro

O time está com apenas oito pontos ganhos em sete rodadas na competição




Miro Palma
miro.palma@redebahia.com.br


O clima no Bahia está pior que o de Salvador. Se a cidade tenta se adaptar às chuvas dos últimos dias, o tricolor não sabe o que é tempo bom desde o dia 24 de março, quando venceu o Juazeirense por 3x2, no Campeonato Baiano.
De lá pra cá, quatro empates e uma derrota por 5x1 para o rival Vitória, na inauguração da Fonte Nova. Apesar da classificação antecipada para a semifinal do estadual, o time do técnico Joel Santana está longe de agradar com os oito pontos ganhos em sete rodadas na competição.
E se domingo tem Ba-Vi na Fonte mais uma vez, Joel precisa se virar para encontrar uma solução para o mau futebol apresentado pela equipe. Em 14 jogos no ano, foram apenas quatro vitórias, com outros sete empates e três derrotas. Aproveitamento de 45,2% para desanimar qualquer torcedor mais otimista.
“Temos que consertar tudo. Estamos jogando muito mal. O time está nervoso, machucado”, justificou o comandante após o empate por 0x0 contra o Bahia de Feira, na noite de quarta. Com Joel Santana no comando, foram três empates em três partidas, com um gol marcado e um sofrido.
O técnico, por sinal, deu declarações no mínimo inusitadas sobre a atual situação do time. Joel chegou a comparar o Bahia com Barcelona e Real Madrid, derrotados por Bayern e Borussia Dortmund na Liga dos Campeões.
“O Barcelona apanhou do Bayern. O Real Madrid também perdeu. Os dois times mais caros do mundo tomaram de quatro. E aí? Perdeu, tem que seguir em frente. O que vale é conquistar o campeonato. O jogador tem que sair desse marasmo”, disse.
Retranca
Uma das principais queixas da torcida é em relação ao esquema de jogo do time. O trio de volantes formado por Fahel, Diones e Hélder limita as opções ofensivas da equipe. Não é à toa que neste ano o Bahia tomou mais gols do que marcou: 17 a 15.
Joel, visivelmente incomodado com as vaias, respondeu. “Fui vaiado porque tirei Marquinhos, pô! Olha só... Meu ataque estava mal demais. Os quatro da frente poderiam ter saído. Era jogar para o alto e tirar um”, afirmou. Mas, no Ba-Vi de domingo, só a sorte pode não ser suficiente...

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"