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26 de abril de 2013

Notícias

Polícia identifica dois suspeitos de matar dentista queimada em assalto

Três criminosos entraram no consultório da dentista enquanto ela atendia uma paciente



Agência O Globo

A polícia identificou nesta sexta-feira dois homens suspeitos de terem queimado viva a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, em seu consultório, no ABC paulista, na quinta-feira. Segundo a polícia, um dos assassinos seria Jonathan Cassiano Araújo, de 21 anos. Logo depois do crime, a polícia divulgou imagem de um rapaz, que seria ele, retirando dinheiro de um caixa eletrônico com o cartão da vítima em uma loja de conveniência.

A confirmação foi feita pela própria mãe do jovem, que esteve na delegacia depois de uma pessoa tê-la avisado de que Jonathan seria o rapaz que aparece nas imagens. O outro rapaz suspeito, segundo a polícia, se chamaria Roberto. Ainda foragidos, os dois já tiveram a prisão preventiva decretada. Ao delegado, ela confirmou que o filho pegou seu carro emprestado e só devolveu na tarde de quinta-feira. O crime ocorreu por volta das 12h30.

Durante o fim da noite desta quinta-feira, um menor prestou depoimento, mas como testemunha, e foi liberado, segundo o delegado que cuida do inquérito, no 2º Distrito Policial de São Bernardo (Rudge Ramos). Ele disse à polícia que um dos suspeitos ligou para ele, confessou o crime e falou que iria fugir.

O corpo da dentista chegou ao Cemitério da Vila Euclides por volta das 7h30m desta sexta-feira. O velório ocorrerá com o caixão lacrado. Ainda não foi confirmado o horário do enterro.


Sofá onde dentista foi queimada viva em seu consultório

R$ 30 na conta
Três criminosos entraram no consultório da dentista enquanto ela atendia uma paciente. Disseram que estavam com muita dor de dente. Ela abriu a porta e o trio anunciou o assalto. A vítima, sem dinheiro na bolsa, entregou o cartão bancário e a senha para dois dos criminosos - o terceiro bandido continuou no consultório com a dentista. Uma paciente também foi rendida e encapuzada.

Ao voltar, a dupla teria reclamado que na conta bancária da dentista havia somente R$ 30. Após uma discussão, os criminosos jogaram álcool e atearam fogo na dentista, que morreu no local. Os três assaltantes fugiram em um Audi, dirigido por um quarto comparsa, segundo testemunhas.

A paciente contou à polícia que ouviu muita gritaria na recepção do consultório, e a vítima apavorada, temendo pela vida.

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“Ela contou que os bandidos disseram que não era a primeira pessoa que tinham matado e que não teria problema em matar mais uma”, falou à TV Globo o delegado seccional de São Bernardo do Campo, Waldomiro Bueno Filho.

Solteira, a dentista morava com a família - pai, mãe e uma irmã - numa casa ao lado do consultório. A mãe ajudava a filha, marcando consultas dos pacientes. “A vida dela era o trabalho. Era uma “menina” de casa para o serviço. A vida dela se resumia na nossa”, falou à TV Globo a mãe, Risoleide de Souza.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"