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6 de maio de 2013

Esportes

Juazeirense usa erros do Vitória para vencer, mas Leão está na final

A Juazeirense até tentou criar tensão no regresso rubro-negro à Salvador, mas a derrota por 2x0 não tirou o Leão de mais um Ba-Vi



Foto: Arisson Marinho
Maxi Biancucchi, destaque do Vitória no Campeonato Baiano, esteve apagado ontem, como quase todo o time
Ângelo Paz
angelo.paz@redebahia.com.br

Com 4x0 na bagagem, o Vitória partiu para Juazeiro ciente de que não precisava apertar o passo para chegar à final. A Juazeirense até tentou criar tensão no regresso rubro-negro à Salvador, mas a derrota por 2x0 não tirou o Leão de mais um Ba-Vi decisivo no estadual. Agora, são mais dois finais de semana na briga pela 27ª taça. 

O solzão se escondeu e o calor famoso de Juazeiro não jogou contra o Vitória. A dificuldade maior veio da ausência de quatro titulares vetados para a partida, sendo três deles do meio-campo.

Sem Luís Alberto, Cajá e Escudero, o Leão penou no primeiro tempo e praticamente não incomodou o goleiro Maikon, que havia levado quatro gols na partida do Barradão.

Do outro lado, se faltava força à Juazeirense para reverter uma diferença tão grande, o técnico Barbosinha dava um show à beira do gramado e cantava o jogo todo na base do incentivo. “Faz a área. Os caras têm medo de bola aérea”, dizia o tempo inteiro.

O gramado irregular também indicava que essa era a melhor opção para chegar ao gol. Mas, desta vez, a zaga do Vitória, com Fabrício no lugar de Gabriel - também vetado pelos médicos -, até que mostrou segurança por cima. O problema apareceu por baixo.

Justo
Fabrício, seguro até então, fez o bisonho. Na entrada da área, se ajeitou todo pra sair jogando. Escorregou e deu um presentão para Deon, que usou a categoria que faltou na primeira partida, quando perdeu um gol sem goleiro. Esperto, o camisa 11 do Cancão de Fogo deixou Deola na saudade e chutou colocado. A bola ainda bateu na trave antes de entrar: 1x0.

Talvez preocupado com o preciosismo que castigou o Vitória, Barbosinha seguiu dando show à beira do campo após o gol: “Vamos jogar feio”.

Como o jogo não tava lá muito bonito mesmo, o placar não mudou até o intervalo. As atenções então, foram voltadas para Fabrício, vilão da tarde. “Foi uma infelicidade. Acabei escorregando quando fui ajeitar para bater”, disse o zagueiro.
    
O segundo tempo foi mais movimentado. Os técnicos contribuíram pra isso. Do lado rubro-negro, Caio Júnior, já sem o estilo paciente do início do jogo, mudou logo todo o ataque, com Marquinhos e Nicácio nos lugares de Maxi e Dinei. E Barbosinha abriu mais o time com três atacantes.

Com dois minutos, Nicácio quase empata. Mais solto, o rubro-negro encontrou espaço pra mudar a história do jogo, mas não teve capricho. Vander, arisco, também  desperdiçou boa chance. Tão boa quanto a do zagueiro Edy, que viu sua cabeçada parar em Deola.

Já no fim, Marquinhos fez de falta, mas o bandeirinha viu impedimento na confusão da área a anulou o gol do Vitória. Nos acréscimos, Madson acertou o canto de Deola pra fechar o placar.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"