Notícias
Policiais acusados de matar PC Farias em 1996 vão a julgamento nesta segunda-feira
Tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor, PC Farias é tido como articulador do esquema de corrupção no governo denunciado à época
Folhapress
Quase 17 anos após o crime, os quatro ex-seguranças denunciados sob acusação de envolvimento nas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, serão levados a júri popular amanhã em Maceió. O casal foi encontrado morto em 23 de junho de 1996, com um tiro cada um, na casa de praia de PC Farias na cidade.
Quase 17 anos após o crime, os quatro ex-seguranças denunciados sob acusação de envolvimento nas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, serão levados a júri popular amanhã em Maceió. O casal foi encontrado morto em 23 de junho de 1996, com um tiro cada um, na casa de praia de PC Farias na cidade.
Tesoureiro
de campanha do ex-presidente Fernando Collor em 1989, PC Farias é tido
como articulador do esquema de corrupção no governo denunciado à época.
Segundo a Promotoria, a morte de PC foi investigada como “queima de
arquivo”, pois ele era acusado de sonegação de impostos e enriquecimento
ilícito e poderia revelar outros envolvidos.
Os
PMs Adeildo dos Santos, Reinaldo de Lima Filho, Josemar Faustino dos
Santos e José Geraldo da Silva são acusados de participação nas mortes
ou, no mínimo, de omissão ao não evitá-las, já que eram seguranças de
PC.
“A tese do suicídio de
Suzana foi descartada pelos peritos”, disse o promotor Marcos Mousinho,
em referência às primeiras conclusões da polícia, em 1996, de que
Suzana havia matado PC por ciúme e, depois, se suicidado. Investigações
posteriores mostraram que o primeiro laudo, do legista Badan Palhares,
considerava Suzana mais alta do que realmente era --ponto crucial para
compreender o disparo. Palhares sempre defendeu seu laudo. Em 1999, a
Folha publicou fotos que comprovaram que Suzana era mais baixa que PC.
Embora
considerem o caso um crime de mando, polícia e Ministério Público nunca
chegaram ao mandante. O irmão de PC, o então deputado federal Augusto
Farias (antigo PPB, hoje PP), foi alvo de inquérito. A investigação foi
arquivada no STF em 2002 a pedido do então procurador-geral da
República, Geraldo Brindeiro. O arquivamento ocorreu no Supremo porque
ele, como parlamentar, tinha foro privilegiado.
Já
a investigação contra os ex-seguranças prosseguiu, mas a defesa
conseguiu postergar o júri por vários anos. O advogado dos
ex-seguranças, José Fragoso Cavalcanti --que também defendeu Augusto
Farias--, diz que provará no júri que Suzana matou PC Farias e se matou.
Ele tentará provar que o primeiro laudo estava correto. “O que importa é
a altura da Suzana sentada, pois ela estava sentada quando disparou”,
diz. A expectativa é que o júri se estenda até sexta-feira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIOS: