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Senado aprova ampliação de benefícios do Bolsa Família
O benefício deve alcançar mais de 4,8 milhões de famílias e vai gerar um impacto de R$ 4,9 bilhões por ano ao orçamento total do programa
Estadão Conteúdo
Os benefícios do programa Bolsa Família foram
estendidos para até R$$ 70 por pessoa - mesmo quando não há um membro
ainda criança ou adolescente. É o que prevê a Medida Provisória (MP)
convertida em lei, aprovada nesta quarta-feira no Senado. A medida
segue, agora, para a sanção da presidente Dilma Rousseff. A MP
original, do Executivo, autorizada famílias com crianças e adolescentes
de 7 a 15 anos recebessem o benefício. Os parlamentares, contudo,
ampliaram o benefício para “superação da pobreza”. Dessa forma, fica
garantido que cada membro da família tenha uma renda mínima de R$$ 70
por mês a todas as famílias beneficiárias do Bolsa Família, não apenas
àquelas que tem filhos, como no modelo atual.
O benefício deve alcançar mais de 4,8 milhões de
famílias e vai gerar um impacto de R$ 4,9 bilhões por ano ao orçamento
total do programa - este ano é de R$ 23 bilhões. O texto aprovado é o
mesmo que veio da Câmara, da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela
acrescentou, ainda, a previsão de acesso de jovens com idades entre 14 e
17 anos, a programas e cursos de educação e qualificação profissional.
A deputada destacou que a medida não é impositiva, já que para isso
seria necessário indicar as fontes orçamentárias devido à criação de
novas despesas para o Executivo, que abriria brecha para vetos da
presidente Dilma Rousseff à mudança.
Quando a matéria estava em discussão na comissão
especial mista, ela recebeu 19 emendas sugerindo que a concessão do
benefício de renda mínima a adolescentes estivesse vinculado à
participação deles em algum curso profissionalizante. A relatora,
deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), rejeitou as emendas, mas se
comprometeu a encabeçar um debate paralelo sobre isso depois da
aprovação da MP.
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