O ex-prefeito do município de Valença, no
Sul da Bahia, foi preso na manha desta quinta-feira (6) durante uma
operação da Polícia Federal na cidade. Cumprindo oito mandados de busca e
apreensão, a operação Ramsés é resultado de uma investigação que apurou
a denúncia de irregularidades no repasse de recursos federais à
Prefeitura de Valença nos anos de 2009 e 2010. O dinheiro, proveniente
dos Ministérios da Saúde e Educação, era voltado para a construção e
reformas de escolas e postos de saúde na região.
Segundo a polícia, o prefeito de Valença na época,
Ramiro José Campelo de Queiroz, desviou os recursos públicos federais
juntamente com o então secretário municipal de Infraestrutura e
Urbanismo. O esquema acontecia através da fraude de licitações, quando o
ex-prefeito e o secretário criaram licitações vencidas por determinadas
empresas, muitas fantasmas, enquanto o serviço era executado por
pessoas contratadas diretamente pelos acusados.
Ex-prefeito foi preso em flagrante
por posse irregular de armas (Foto: Reprodução/ Informe Ipiaú) |
Além
de Ramiro Queiroz e do ex-secretário, também participaram da ação o
secretário de Administração da época, e um outro homem que confessou ter
envolvimento com o esquema fraudulento. De acordo com a PF, se estima
que o valor roubado pelos integrantes da quadrilha tenha sido de
aproximadamente R$ 3 milhões, entre janeiro de 2009 e novembro de 2010.
Os envolvidos também falsificaram certidões
públicas, apresentadas nas licitações fraudulentas, no nome das empresas
contratadas. Além disto, todas as obras que deveriam ter sido
construídas com as verbas federais foram entregues fora do padrão
contratado, em qualidade ou quantidade inferior.
O ex-prefeito de Valença foi preso em flagrante
nesta manhã por posse irregular de armas e munições. Os objetos foram
encontrados na casa de Ramiro José de Queiroz durante as buscas
realizadas pela Operação Ramsés.
Os envolvidos serão ouvidos pela PF, mas devem
responder em liberdade por formação de quadrilha, peculato e crime de
responsabilidade de prefeito, entre outras acusações. As obras
contratados também devem passar por uma auditoria da aplicação dos
recursos, além de perícias, com o objetivo de verificar se elas foram
realmente concluídas.
Fonte:(correio24horas)
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