O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique
Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão, tinha um plano de fuga
desde 2007, quando começou a falsificar vários documentos do próprio
irmãos, Celso, que morreu há 35 anos. Foi com este passaporte em nome do
irmão que ele conseguiu fugir do país, dois meses antes do Supremo
Tribunal Federal expedir pedido de prisão contra ele. Ele foi condenado a
12 anos e sete meses de prisão.
Pizzolato foi preso na manhã da quarta-feira (5) na
casa de um sobrinho na pequena cidade italiana de Maranello. Ele estava
no local acompanhado da mulher, Andrea Eunice Haas. Na fuga, ele ainda
passou pela Argentina e pela Espanha. Pizzolato foi condenado em 2012 e
teve mandado de prisão expedido em 2013. O Brasil vai pedir a extradição
do ex-diretor.
A Polícia Federal explicou que além de ter um
passaporte italiano com nome de Celso, Pizzolato falsificou RG, CPF e
título eleitor do irmão em 2007, em Santa Catarina. A fuga começou em
terras catarinenses, segundo a PF. Ele deixou o Brasil a partir da
cidade de Dionísio Cerqueira, percorrendo 1.300 quilômetros até Buenos
Aires. Em 12 de setembro, ele voou para Barcelona - a passagem foi
comprada pela mulher.
A PF ainda não sabe se ele entrou na Itália por céu
ou terra. Em 14 de setembro, Pizzolato já estava na Itália. Lá, informou
à polícia que tinha perdido documentos. "Não havia nenhum registro de
entrada de Henrique Pizzolato em nenhum lugar do mundo. Faltava essa
peça para fechar o quebra cabeça", disse o delegado Luiz Cravo Dórea,
coordenador-geral de cooperação internacional da PF, segundo a Folha
Online.
Autoridades italianas informaram que Celso Pizzolato
pediu a mudança de status para cidadão residente no ano passado. Celso
morreu em um acidente de carro no Paraná há 35 anos. A PF localizou o
túmulo dele no interior de Santa Catarina. A PF então cruzou informações
de entrada e saída do ex-diretor na Argentina, onde ele fez coleta de
digitais ao entrar, usando o passaporte falso, em 2010. Comparou as
digitais também com a carteira de identidade dele e a falsa do irmão e
comprovou que uma mesma pessoa estava usando todos.
Pizzolato usava documento falsificado com dados do irmão (Foto: Divulgação)
|
A
PF também descobriu que um carro em nome da mulher de Pizzolato estava
na cidade de Maranello - um Punto com placa da Espanha, país onde ela
estava antes da fuga do marido. Em 2010, o casal pediu visto para morar
na Espanha e por isso o país também fez parte da investigação.
Pizzolato estava na casa do sobrinho Fernando Grando, funcionário da Ferrari em Maranello.
Prisão
Na casa, a polícia percebeu a saída dos moradores conhecidos, que deixaram a porta aberta, e desconfiaram que havia mais gente no local: eram Pizzolato e a mulher. A princípio, ele se identificou como Celso, mas acabou assumindo ser Henrique. Foram encontrados na casa 15 mil euros.
Na casa, a polícia percebeu a saída dos moradores conhecidos, que deixaram a porta aberta, e desconfiaram que havia mais gente no local: eram Pizzolato e a mulher. A princípio, ele se identificou como Celso, mas acabou assumindo ser Henrique. Foram encontrados na casa 15 mil euros.
Conseguiram tirar as pessoas de dentro da casa:
Pizzolato e a mulher. Inicialmente, ele se identificou como Celso.
Interrogado, contudo, admitiu ser Henrique. No local foram localizados
15 mil euros.
Pizzolato não foi preso por uso de documento falso, mas deve responder pelo crime na Itália.
Fonte:correio24horas
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