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13 de julho de 2015

Adolescente brasileiro recebe, nos Estados Unidos, transplante pago pelo SUS

Adolescente brasileiro recebe, nos Estados Unidos, transplante pago pelo SUS
O adolescente Antônio Júnior antes da cirurgia |Foto: Arquivo Pessoal
 
O adolescente Antônio Gleiber Cassiano Júnior, de 16 anos, que precisava de um transplante de intestino para sobreviver e recorreu à Justiça para que a União custeasse o procedimento nos Estados Unidos, foi transplantado na tarde deste domingo (12), no Jackson Memorial Hospital, em Miami. O procedimento, custeado pelo governo brasileiro, foi bem sucedido. De acordo com o Uol, Júnior saiu da sala de cirurgia direto para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ainda sem previsão de alta. O jovem sofre de uma condição chamada síndrome do intestino ultracurto, que fez com que ele perdesse 95% do intestino delgado, o que o impossibilitava de ingerir alimentos. Para sobreviver, Júnior, também chamado como Juninho, recebia alimentação diretamente na veia. O processo que levou ao transplante do jovem se iniciou na madrugada do último domingo (12), quando a família dele foi informada de que havia um doador. Após a preparação do paciente, a operação começou por volta das 19h30 e seguiu aé às 23h. O custo do total da operação é estimado em R$ 3,5 milhões. O procedimento foi pago pela União, logo depois de uma batalha judicial que começou em novembro do ano passado e deu vitória à família do jovem. A cirurgia foi realizada pelo médico brasileiro Rodrigo Vianna, que também é diretor de transplantes do Jackson Memorial. De acordo com ele, ainda é prematuro estimar uma data para a alta de Júnior. No entanto, o especialista avalia o quadro do jovem como “promissor”. Vamos torcer para não haver complicações da cirurgia e para que não exista rejeição. Por fim, vamos retirar a alimentação parenteral (alimentação aplicada diretamente na veia), mas a parte mais difícil já foi feita", explicou. A família comemorou o transplante como uma vitória. "Foi uma angústia muito grande, uma espera longa, mas agora esperamos que nosso filho volte a ter uma vida normal", disse Alessandra Marques Ribeiro, mãe do adolescente.

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"