MASCOTE NOTICIAS E BELEZAS NATURAIS: Notícias:Mulher morta dentro de carro, ao lado de amante, não foi vítima de assalto, diz polícia

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27 de novembro de 2013

Notícias:Mulher morta dentro de carro, ao lado de amante, não foi vítima de assalto, diz polícia

Segundo delegado, houve contradição no depoimento do empresário, que disse que casal havia sido rendido por assaltantes


Reprodução/Álbum de família

A polícia descartou a hipótese de que a cabeleireira Jupiara Oliveira dos Santos, de 32 anos, assassinada no último dia 13 de novembro, dentro de um carro, tenha sido vítima de latrocínio (assalto seguido de morte). As investigações preliminares, que foram feitas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, apontaram que o crime não teve relação com sequestro e assalto.

Jupiara estava junto com um empresário, de 45 anos - com quem a vítima tinha um relacionamento amoroso -, dentro de um Citroën Aircross preto, quando foi assassinada com um tiro no rosto, perto da localidade de Piapitangui, na zona rural de Viana.

Na ocasião, o empresário, que foi baleado com um tiro na perna, contou para a polícia que os dois haviam sido rendidos por assaltantes armados em Vila Velha. Os acusados teriam sequestrado o casal e, durante o sequestro, reconhecido Jupiara.

Os bandidos, segundo o empresário, começaram a ameaçar o casal e exigiram que o ele dirigisse o carro para Viana. Quando chegaram a uma estrada, teriam exigido que os dois saíssem do veículo e atiraram neles, ainda segundo o depoimento do empresário. Os acusados teriam fugido a pé, roubando R$ 2 mil que estavam com ele.

“O empresário prestou depoimento uma semana após o crime. Ele afirmou que houve sequestro e assalto. No entanto, entrou em contradição algumas vezes, durante o depoimento e quando saiu com os investigadores para ajudar na reconstituição do crime. Então, diante de outras provas que já tínhamos, entendemos, a princípio, que não houve latrocínio e, sim, homicídio”, explicou o delegado Tarcísio Otoni, que estava investigando o caso.

O inquérito já foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção às Mulheres (DHPM), e será investigado pelo delegado Adroaldo Lopes.

Polícia teve que caçar empresário para depoimento 
Para conseguir o depoimento do empresário, a polícia teve que "caçá-lo”. Mesmo depois de Jupiara ter sido assassinada e de o carro em que estavam permanecer na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem não procurou a polícia.

“Nós o procuramos nos três endereços que ele havia deixado como referência, e não o encontramos. Então, por meio de investigações, descobrimos o telefone de um sócio dele e mandamos um recado. No outro dia ele se apresentou à polícia, acompanhado do advogado”, contou o delegado Tarcício Otoni.

Segundo o delegado, o empresário revelou que estava morando na casa de um irmão, em Cariacica. Ele admitiu que Jupiara era a amante dele e que o Citroën Aircross preto onde ocorreu o crime era da mulher com quem ainda estava casado. “Ele contou que é casado, mas que mantinha um relacionamento extraconjugal com Jupiara há sete anos. Os dois até teriam uma filha juntos”, acrescentou Otoni.  

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REFLEXÃO

"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"