Numa
decisão totalmente inesperada, o Banco Central (BC) elevou ontem a taxa
básica de juros da economia brasileira (Selic), para 11,25% ao ano, na
primeira ação depois da reeleição de Dilma Rousseff. Desde abril a Selic
estava em 11,00% ao ano. No comunicado que se seguiu à decisão, a
diretoria do BC avaliou que seria oportuno ajustar condições monetárias
para garantir, a um custo menor, um cenário mais benigno para a inflação
em 2015 e 2016.
A elevação da Selic é uma medida que visa conter a alta de preços, pois encarece o crédito, esfriando o consumo e, assim, tem o efeito sobre toda a atividade econômica. A decisão surpreendeu porque, apesar da inflação alta, a economia brasileira patina e deve crescer apenas 0,3% segundo as projeções dos principais bancos do país.
A medida trouxe incerteza em relação ao comportamento da taxa, que pode subir de novo em dezembro. Havia unanimidade que a taxa ficaria em 11,00% ao ano pelo menos até janeiro de 2015. Um fator que será fundamental para o BC nas próximas decisões sobre a Selic é o comportamento do dólar. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) anunciou a descontinuidade do seu programa de compra de ativos.
Embora esperado, o encerramento pressiona as moedas de países emergentes, como o real. A divulgação do Fed prenuncia que a alta dos juros americanos está próxima, o que vai reduzir investimentos estrangeiros feitos no Brasil. Do lado doméstico, a elevação da taxa se deu em meio a indefinições sobre a permanência dos membros do Copom em seus cargos devido à mudança de governo.
A elevação da Selic é uma medida que visa conter a alta de preços, pois encarece o crédito, esfriando o consumo e, assim, tem o efeito sobre toda a atividade econômica. A decisão surpreendeu porque, apesar da inflação alta, a economia brasileira patina e deve crescer apenas 0,3% segundo as projeções dos principais bancos do país.
A medida trouxe incerteza em relação ao comportamento da taxa, que pode subir de novo em dezembro. Havia unanimidade que a taxa ficaria em 11,00% ao ano pelo menos até janeiro de 2015. Um fator que será fundamental para o BC nas próximas decisões sobre a Selic é o comportamento do dólar. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) anunciou a descontinuidade do seu programa de compra de ativos.
Embora esperado, o encerramento pressiona as moedas de países emergentes, como o real. A divulgação do Fed prenuncia que a alta dos juros americanos está próxima, o que vai reduzir investimentos estrangeiros feitos no Brasil. Do lado doméstico, a elevação da taxa se deu em meio a indefinições sobre a permanência dos membros do Copom em seus cargos devido à mudança de governo.
Apesar do marasmo da economia, pesou na decisão sobre os juros, segundo
as primeiras análises de economistas, a tendência de alta dos preços. A
inflação oficial do país escapou do teto da meta de 6,5% - em 12 meses
até setembro, o IPCA estava 6,75%. Espera-se que a inflação se reduza
até o final do ano, mas convergência para o centro da meta, 4,5%, só
viria em 2016.
O aumento da Selic agradou a economistas ligados ao mercado. O ex-presidente do BC e sócio da Tendências Consultoria, Gustavo Loyola, avaliou que a alta é um sinal de que o órgão busca “recuperar a credibilidade após as eleições, numa sinalização de maior rigor da política monetária”. Já o setor alegou que a medida não terá efeito.
“Aumentar os juros não vai contribuir em nada para diminuir a inflação, até porque, o crescimento do PIB deste ano deve ser zero. Para levar a inflação a níveis mais baixos é preciso urgentemente diminuir o custo de se produzir no Brasil e incentivar investimentos que aumentem a oferta e a concorrência”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).(Fonte:Correio)
O aumento da Selic agradou a economistas ligados ao mercado. O ex-presidente do BC e sócio da Tendências Consultoria, Gustavo Loyola, avaliou que a alta é um sinal de que o órgão busca “recuperar a credibilidade após as eleições, numa sinalização de maior rigor da política monetária”. Já o setor alegou que a medida não terá efeito.
“Aumentar os juros não vai contribuir em nada para diminuir a inflação, até porque, o crescimento do PIB deste ano deve ser zero. Para levar a inflação a níveis mais baixos é preciso urgentemente diminuir o custo de se produzir no Brasil e incentivar investimentos que aumentem a oferta e a concorrência”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).(Fonte:Correio)
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