A mãe a as duas irmãs do adolescente Davi Fiuza, 16 anos, desaparecido desde o dia 24 de outubro,
solicitaram nesta terça-feira (11) proteção à Comissão de Direitos e
Segurança Pública, da Assembleia Legislativa da Bahia. Na ocasião, houve
a inclusão da família, em caráter de urgência, no Programa de Proteção a
Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).
Foto: Reprodução/ Facebook
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Também nesta manhã, o advogado da família informou que a recompensa de R$ 5 mil por informações acerca do paradeiro do adolescente
foi suspensa. Cerca de 200 cartazes foram fixados em postes do bairro
nesta segunda-feira (10). Nos anúncios, constava o número para contato e
o valor da recompensa. Devido a isso, a família recebeu diversos trotes
e, inclusive, ameaças. "A mãe de Davi chegou a ouvir que enquanto ela
juntava o dinheiro para a recompensa, quem levou o filho dela juntava as
partes do corpo", informou a comissão.
Durante a reunião, a comissão também ficou de
encaminhar um pedido à Secretaria de Segurança Pública para que seja
designado um delegado especial para as investigações do caso, que vem
sendo apurado pelo 12ª Delegacia Territorial.
Ao fim, a família do adolescente foi encaminhada à
Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Eles
aguardam agora aprovação do requerimento pelo secretário de Justiça.
Mais sobre o casoSegundo
a mãe do jovem, vizinhos testemunharam o momento em que o garoto foi
abordado por PMs na rua São Jorge, em São Cristóvão, e colocado dentro
de um carro. Desde então, ele não foi mais visto.
No fim da tarde de ontem, um dos responsáveis pela
investigação na Corregedoria da Polícia Militar, capitão Bruno Ramos,
informou que todas as testemunhas apontadas pela família foram ouvidas e
que nenhuma delas apontou o envolvimento de PMs na suposta ação. Ainda
segundo o oficial, imagens de câmeras próximas ao local serão
examinadas.
Comandante da 49ª CIPM (São Cristóvão), o major José
Ricardo de Jesus negou informação dada pela própria PM na sexta-feira,
de que “todo o efetivo” da companhia realizou operação no local no dia
24 de outubro. “Ainda não está confirmado se teve abordagem. Nossa
viatura vai, eventualmente, ao local, que é um ponto de tráfico, mas não
houve operação”, afirmou.
Segundo o major, os quatro policiais de plantão no
dia negaram ter feito apreensão de algum menor. Titular da 12ª
Delegacia, onde dona Rute registrou ocorrência, o delegado Antônio
Carlos Magalhães disse que a investigação “não andou” e disse trabalhar
com a possibilidade de sequestro.
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