'Minha candidatura é irrevogável', diz Nilo; pedetista tem 'esperança' no apoio de Sanches
Foto: Cláudia Cardozo/Bahia Notícias
Apesar da possibilidade de uma candidatura à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) que reúna PT e PSD,
os dois partidos com maior bancada na Casa, o atual presidente, Marcelo
Nilo (PDT), afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que sua
candidatura é “irrevogável”. “Tenho segurança no apoio de 46 deputados.
Então minha candidatura é de quase consenso. E 24 deputados já
prometeram, assinaram um documento me apoiando”, declarou Nilo, que
ocupa o cargo pela quarta vez consecutiva. “Eu quero ser presidente
porque eu quero concluir um projeto construído na Casa, de independência
do poder, de fazer da AL-BA a casa do povo, como tem sido e em janeiro
temos a TV Assembleia em canal aberto”, enumerou, há oito anos na
direção do legislativo soteropolitano. O pedetista disse que respeita as
outras candidaturas. “Rosemberg é um bom deputado, Alan Sanches é um
bom companheiro, Sargento Isidório é um bom deputado”, avaliou. Mesmo
assim, Nilo tem “muita esperança” de que Alan Sanches (PSD), que pode
aglutinar sua candidatura à de Rosemberg Pinto (PT), resolva apoiá-lo na
disputa. “Conversei muito com ele ontem”, contou ele, que disse ter
oferecido à oposição a 1ª Secretaria e ao PSD, “maior partido depois do
PT”, a 1ª Vice-Presidência da Casa. “Minha candidatura passou a ser uma
candidatura consolidada”, reitera Nilo, que não acredita nas tratativas
que os outros candidatos anunciaram para esta quarta-feira (12) com o
governador eleito, Rui Costa (PT). “Rui Costa nem está aqui”, aponta.
Nesta terça (11), o parlamentar também conversou com o governador Jaques
Wagner. “Conversei muito com Wagner ontem, nem tocamos no assunto na
presidência. Ele é meu amigo pessoal, mas nem conversamos sobre isso. Eu
acredito que a presidência é um assunto interno da Assembleia. Claro
que o governador é o eleitor mais importante, que deve conversar com os
candidatos, deve ouvi-los”, afirmou. Procurado pela reportagem, o
deputado Alan Sanches não foi localizado para comentar a negociação
citada por Nilo.
REFLEXÃO
"Por mais que tenha ideologia, em algum momento o historiador deve adotar um grau de imparcialidade, relatando os fatos como aconteceram, sem colocar as suas convicções acima de tudo"
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