A Polícia Militar informou em nota que continua
apurando o caso do desaparecimento do adolescente Davi Fiúza, de 16
anos. A PM diz no entanto que uma testemunha da abdução do jovem foi
indicada pela família e ouvida na Corregedoria, mas seu depoimento não
comprovou o envolvimento de PMs no sumiço do rapaz - ele não é visto
desde 24 de outubro.
A PM diz que a testemunha "não apresentou elementos consistentes da participação de policiais militares no desaparecimento do adolescente". Outras testemunhas também foram ouvidas e não trouxeram nada que ajudasse a concluir onde o adolescente está e quem o levou.
A PM diz que a testemunha "não apresentou elementos consistentes da participação de policiais militares no desaparecimento do adolescente". Outras testemunhas também foram ouvidas e não trouxeram nada que ajudasse a concluir onde o adolescente está e quem o levou.
Adolescente está desaparecido (Foto: Reprodução)
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Também
foram solicitadas imagens de dois estabelecimentos próximos ao local
onde Davi foi abordado, mas elas não captaram nada similar à denúncia. A
PM ainda diz que o advogado da família de Davi informou que a mãe do
adolescente não pretende mais colaborar com as investigações.
A mãe a as duas irmãs de Davi solicitaram nesta
terça-feira (11) proteção à Comissão de Direitos e Segurança Pública, da
Assembleia Legislativa da Bahia. Na ocasião, houve a inclusão da
família, em caráter de urgência, no Programa de Proteção a Vítimas e
Testemunhas Ameaçadas (Provita).
Desaparecimento
Segundo a mãe do jovem, vizinhos testemunharam o momento em que o garoto foi abordado por PMs na rua São Jorge, em São Cristóvão, e colocado dentro de um carro. Desde então, ele não foi mais visto.
Segundo a mãe do jovem, vizinhos testemunharam o momento em que o garoto foi abordado por PMs na rua São Jorge, em São Cristóvão, e colocado dentro de um carro. Desde então, ele não foi mais visto.
Comandante da 49ª CIPM (São Cristóvão), o major José
Ricardo de Jesus negou informação dada pela própria PM na sexta-feira,
de que “todo o efetivo” da companhia realizou operação no local no dia
24 de outubro. “Ainda não está confirmado se teve abordagem. Nossa
viatura vai, eventualmente, ao local, que é um ponto de tráfico, mas não
houve operação”, afirmou.
Segundo o major, os quatro policiais de plantão no
dia negaram ter feito apreensão de algum menor. Titular da 12ª
Delegacia, onde dona Rute registrou ocorrência, o delegado Antônio
Carlos Magalhães disse que a investigação “não andou” e disse trabalhar
com a possibilidade de sequestro.
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