Com
o fim do benefício, a perspectiva do setor é que as vendas em dezembro,
que já têm o reforço extra do 13º salário, sejam ainda melhores.
Entretanto, o reflexo pode não ser tão intenso, em decorrência das
constantes prorrogações, segundo o diretor administrativo da Tecar Fiat
em Belo Horizonte, Rafael Sartori. “Antecipação de vendas sempre ocorre
quando se fala em volta do IPI. Afinal, ninguém quer pagar mais caro. Só
que, quando um fato acontece repetidamente, ele acaba perdendo a
credibilidade”, observa, referindo-se às vezes em que o governo
prorrogou, na última hora, o benefício fiscal.
Para
o vice-presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de
Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG), Mauro Pinto de Moraes Filho, o
fim da redução do imposto é uma má notícia para o setor, mas que já é
esperada. “É praticamente uma morte anunciada”, diz. Para ele, com o
término do benefício, a opção para muitas concessionárias para continuar
vendendo será reduzir a margem de lucro. “Só que há um limite”, frisa.