Foto: Vagner Campos/ MSILVA Online
presidencial de 2018, Marina disse não saber
ainda se será novamente candidata - depois de ter ficado em terceiro
lugar nas eleições de 2010 e 2014. "Ainda não sei, sinceramente não sei,
não sei qual é a melhor maneira de contribuir com o Brasil", afirmou.
Marina repetiu que seu "objetivo de vida" não é ser presidente da
República, mas contribuir para o País prosperar socialmente,
economicamente e com desenvolvimento sustentável. "Quero contribuir para
o Brasil ser melhor". Marina disse ter ciência de que a Rede nascerá
com uma estrutura pequena, mas que terá legitimidade. "Vamos ser um
partido pequeno do ponto de vista das estruturas, grande do ponto de
vista da legitimidade e da inserção social, mas obviamente que as
estruturas nos impedirão de poder lançar um número significativo de
candidatos", disse ao admitir que a legenda não deve conseguir
apresentar candidaturas próprias em todas as 26 capitais no ano que vem.
Ela disse ainda que a legenda deve se valer do arco de alianças formado
em torno de Eduardo Campos (PSB) em 2014, principalmente com PSB e PPS,
mas que o "processo de construção" dependerá da realidade em cada
Estado e em cada município, a partir de uma "discussão programática". A
ex-senadora disse na entrevista que a campanha eleitoral de 2014
"extrapolou todos os limites da ética", numa referência aos ataques que
recebeu da campanha petista quando foi alçada ao posto de favorita na
corrida eleitoral, após a trágica morte de Eduardo Campos. Marina citou o
comercial da campanha de Dilma Rousseff que mostrava a comida sumindo
da mesa de uma família e o dinheiro indo para banqueiros. "Tirar a
comida da mesa dos trabalhadores é o que está acontecendo agora, quando
você vê milhares e milhares de empregos desaparecendo", afirmou. Para
Marina, a presidente Dilma hoje denuncia a si mesma, aos erros que
cometeu no primeiro mandato. Ela argumentou que o ajuste fiscal é
necessário para corrigir todos os erros cometidos pela própria
presidente, que logo após ter sido reeleita passou a impor sacrifícios à
população, como a restrição ao acesso ao seguro desemprego. Sobre o
impeachment, Marina repetiu o que disse em outras ocasiões de que não vê
elementos para pedir hoje o afastamento de Dilma. Ela elogiou a postura
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O presidente
Fernando Henrique está tendo uma atitude de respeito com o País. Se
fosse qualquer outro à frente da presidência da República do País, com o
PT na oposição, com a crise política, a crise econômica, a crise da
corrupção que temos hoje, com baixíssimos índices de popularidade, esse
governo já teria ido ao chão".
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