Em 1992, o jovem Bahadur confessou ter matado uma mulher e duas crianças
durante uma tentativa de assalto. À época, outro homem também foi
condenado pelos assassinatos, mas sua execução foi cancelada depois que a
família das vítimas o perdoou, de acordo com o jornal britânico The
Guardian. Um oficial que acompanhou a execução disse que Bahadur
protestou até o último instante. "Com lágrimas nos olhos, ele pedia
misericórdia e repetia sem parar que era inocente", disse ele à
publicação britânica. Esta semana, o grupo Reprieve, que organiza
campanhas contra a pena de morte, afirmou que duas testemunhas do caso
voltaram atrás e disseram que Bahadur era inocente. Eles também teriam
sido vítimas de tortura para prestar os depoimentos.
Maya Foa, do grupo Reprive, declarou que a execução de Bahadur é "um dia
vergonhoso para o sistema judiciário do Paquistão". A idade de Bahadur
também motivou os protestos contra sua execução. A legislação
paquistanesa só autoriza pena de morte para maiores de 18 anos, mas a
lei só foi aprovada em 2000, oito anos após a condenação do jovem -
antes, não havia limite de idade. (Veja)
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