O Banco do Brasil (BB) e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negaram irregularidades no
empréstimo de R$ 2,7 milhões feito para a apresentadora de TV e
socialite Val Marchiori. A empresa de Val, a Torke Empreendimentos,
recebeu empréstimo por meio de uma linha do BNDES - com juro subsidiado
de 4% - para a compra de caminhões, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
A reportagem informou que a empresária não pagou o
empréstimo anterior que tomou no BB nem tinha capacidade financeira para
receber o montante, o que inviabilizaria um novo empréstimo. De acordo
com nota divulgada pelo BB, a pendência financeira de Val no banco é “de
baixo valor (R$ 963,90) e não vinculada, diretamente, à proponente, mas
à empresa da qual ela era sócia dirigente em 2008”. O BB afirmou que
essa dívida é referente ao cartão de crédito empresarial usado
normalmente por outro executivo da empresa.
O banco argumentou que a análise de crédito se
baseou na capacidade da Torke de honrar os débitos dentro de prazos
estabelecidos em contrato. “Os pagamentos estão em dia e a operação se
encontra em situação de absoluta normalidade.” Por meio da assessoria de
imprensa, o BNDES negou que o empréstimo tenha contrariado as regras da
Finame, linha de financiamento para máquinas e equipamentos. Os
empréstimos desse tipo são operados por bancos repassadores, como o BB.
“A referida operação seguiu todos os padrões usuais
do BNDES. As regras da Finame preveem que empresas que comprem
equipamentos financiados pelo banco possam arrendá-los, desde que o
cliente possua como seu objeto social/atividade econômica a locação de
bens”, informou o banco por e-mail. Segundo o BNDES, uma das atividades
da Torke, conforme a classificação oficial usada pela Receita Federal, é
a locação. Val Marchiori também negou ilegalidade.
Em nota, disse que o empréstimo “seguiu todas as
regras e normas exigidas pelos bancos envolvidos”, afirmou Val. “O
Grupo, ao qual pertence a Torke Empreendimentos, possui (...) vários
contratos em operação, com grandes empresas brasileiras, razão pela
qual, além das receitas, demonstrou lastro financeiro para a concessão
do financiamento”.(correio)
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