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A
executiva nacional do PT aprovou na manhã desta segunda-feira (20) a
elevação em R$ 40 milhões do teto de gastos das campanha da presidente
Dilma Rousseff à reeleição. De acordo com a decisão aprovada pelo PT, o
limite de gastos da campanha de Dilma vai de R$ 298 milhões para R$ 338
milhões. Antes do aumento, a previsão de gastos da campanha petista já
era a maior entre os candidatos a presidente. Aécio Neves (PSDB)
registrou teto de R$ 290 milhões e Eduardo Campos (PSB), substituído por
Marina Silva, estipulou um limite de R$ 150 milhões. Segundo fontes
petistas, a elevação do teto de gastos é uma manobra contábil. O
objetivo é incluir nas contas de Dilma gastos com material produzidos
por candidatos a governador que estamparam a imagem da presidente em
seus panfletos e santinhos. Algumas campanhas estaduais, como a do
ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, em São Paulo, registraram
despesas muito acima dos valores arrecadados. Os números ainda não foram
fechados mas o prejuízo é dado como certo. Transferir parte das dívidas
para a campanha nacional é uma forma de reduzir a pressão financeira
sobre os candidatos estaduais. Além disso, o PT terá que cobrir os
gastos assumidos por candidatos a cargos legislativos que, a pedido da
direção nacional, mantiveram suas estruturas funcionando no segundo
turno em benefício da campanha de Dilma. Em São Paulo, por exemplo,
cabos eleitorais que trabalharam para candidatos a deputado federal e
estadual continuam nas ruas carregando bandeiras do PT. Os militantes
engajados nas campanhas proporcionais têm rodado o chamado cinturão
vermelho, formado por bairros que historicamente votam majoritariamente
do PT, batendo de porta em porta para distribuir material e pedir votos
para a petista. O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, citado pelo
ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como
operador de um esquema de propinas para o PT na estatal, participou da
reunião da executiva. Depois de aprovado, o aumento do limite de gastos
deve ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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