O
preço da carne aumentou 11,6% no mês de setembro na Bahia, de acordo
com informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da
Bahia (SEI). Segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da
Bahia, a situação ocorre por conta da seca. Este ano, cerca de 168
municípios baianos declararam situação de emergência.
Além disso, dados da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) indicam
que a cotação de preço do boi gordo em Salvador, de agosto até outubro,
variou entre R$ 121 e R$ 131, impactando nos preços do fígado de boi
(13,47%), alcatra (5,97%), acém (4,72%), filé especial (4,58%), peito de
boi (4,24%), chã de dentro (4,06%) e chupa-molho (3,82%).
Outro motivo apontado como fator de aumento, além da seca, é a "é a lei
da oferta e procura", segundo Júlio César Farias, presidente do
Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados. "Próximo mês, a tendência
eu acredito que é de subir mais uns 10%, porque o boi deve ir para uns
R$135, a arroba de boi. A gente está entrando em um mês de entressafra e
isso é a lei da procura e oferta", explica.
A carne mais cara é o filé mignon, que custa R$ 28 o quilo, e a mais
barata é o chupa molho, que vale R$ 9. Por conta da situação, alguns
consumidores reduziram a quantidade de carne comprada.
"Quem comprava um filé mignon, passa a comprar um miolo de alcatra,
compra um filé especial. Quem comprava 3 Kg de filé especial, passa a
comprar agora 1,5Kg, 2Kg, nessa faixa", relata Sheyla Pimente, que dona
de um açougue na capital baiana.
O acréscimo no valor da carne de boi resultou no aumento em até 15% na
venda de fígado (R$ 10,99) e 10% da carne de porco (R$ 12,99). "Agora
que a carne realmente deu um aumento, eu estou substituindo a carne pelo
frango, pelo peixe, estou fazendo outras opções tipo, frigideiras e
outros tipos de comida que substitui a carne", explica a professora por
Jaqueline Correa. (G1)
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