“Não há motivo para alarde”, informa nota da secretaria
Após cinco pacientes terem sido diagnosticados com a presença de uma
superbactéria chamada KPC - Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase -, o
Hospital Municipal e Maternidade Dr. Acílio Carreon Garcia, em Nova
Odessa, no interior de São Paulo, decidiu suspender cirurgias e isolar
os pacientes. A medida, informou a Secretaria Municipal de Saúde, é
apenas preventiva já que não há risco de contaminação no hospital. “Não
há motivo para alarde”, informa nota da secretaria.
Um dos
pacientes, do sexo masculino, diagnosticados com a bactéria morreu no
local, na última sexta-feira (17). Segundo a secretaria, o falecimento
aconteceu em decorrência de um quadro clínico anterior complexo, somado a
uma pneumonia. O homem esteve internado anteriormente no Hospital
Estadual de Sumaré (SP), onde recebeu alta e já de volta a sua casa,
desenvolveu uma pneumonia e foi levado ao hospital de Nova Odessa.
De
acordo com a secretaria, nenhum dos cinco pacientes, contraiu a
bactéria no hospital. “Todos os pacientes são pessoas com a saúde
debilitada e passaram por outros hospitais recentemente, dando entrada
no hospital municipal já contaminados”, diz a nota.
O hospital
informou ter adotado todas as medidas preventivas necessárias, orientado
principalmente pelo hospital de referência Emílio Ribas. O hospital não
precisou ser fechado, mas a ala onde estão isoladas e as equipes
médicas que os atendem utilizam equipamentos de proteção individual.
Segundo
o Ministério da Saúde, o primeiro registro de KPC no Brasil foi em
2005. A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a
pessoa contaminada, ou indireto, por meio do uso de um objeto comum.
Para evitar a proliferação, o conselho é não tomar antibióticos por
conta própria e seguir as recomendações médicas. Também é importante
lavar bem as mãos antes e depois do contato com pessoas contaminadas.
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